A mobilidade urbana em Salvador deve sofrer uma paralisação total a partir da madrugada desta sexta-feira (22). Em assembleia realizada na quinta-feira (21), os rodoviários da capital baiana aprovaram por unanimidade o início de uma greve geral por tempo indeterminado, com início marcado para as 0h01. A medida foi tomada após mais um impasse na mesa de negociações entre os profissionais e as concessionárias do sistema de transporte.
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O encontro mais recente reuniu as lideranças dos trabalhadores e os representantes patronais sob a mediação da Superintendência Regional do Trabalho, mas terminou novamente sem consenso. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a decisão drástica reflete quase 60 dias de tratativas frustradas e o que classificam como falta de atenção das empresas em relação às demandas apresentadas pela categoria.
O estado de greve já vinha sendo desenhado desde a semana anterior, quando os rodoviários aprovaram o indicativo em duas assembleias preliminares. O edital oficial de aviso de paralisação foi publicado na segunda-feira (18), cumprindo o prazo legal exigido antes da suspensão das atividades do serviço essencial.
Os motoristas e cobradores cobram melhorias em cláusulas econômicas e na rotina laboral. Entre os principais pontos exigidos estão a reposição salarial, o reajuste no valor do vale-refeição, adequações nas chamadas cartas horárias e a diminuição da jornada diária de serviço, apontada pelos funcionários como desgastante.
A suspensão do serviço promete afetar de forma imediata o deslocamento de milhares de cidadãos que utilizam os ônibus convencionais diariamente na capital. Apesar do anúncio de travamento total da frota a partir de sexta-feira, o cenário ainda pode sofrer alterações por meio de convocações de última hora para conciliação ou por decisões emitidas pela Justiça do Trabalho, que costumam estipular percentuais mínimos de circulação dos veículos para garantir o atendimento básico à população.






