Nova ferrovia no centro-oeste ganha trilhos e dormentes

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A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) entrou em uma etapa decisiva com o início da fase de superestrutura em um trecho de 132 quilômetros, de acordo com um comunicado da Infra S.A. O projeto completo contempla uma ferrovia transversal brasileira em construção, com aproximadamente 1.641 quilômetros de extensão, em bitola larga, que interligará a Ferrovia Norte-Sul em Mara Rosa, até Vilhena para o escoamento da produção de grãos da região Centro Oeste.

Nesta fase, as obras deixam a terraplenagem para receber o assentamento de lastro, dormentes e trilhos. O avanço marca a preparação para a operação gradual da via a partir da conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

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Investimento e Mão de Obra

Sob responsabilidade da Vale, por meio de um modelo de investimento cruzado, o projeto conta com um aporte estimado em R$ 951 milhões. A fase atual representa o período de maior movimentação da obra, com a previsão de mobilizar cerca de 5.900 trabalhadores e 1.800 equipamentos em frentes simultâneas. Segundo o cronograma oficial, o trecho entre o km 0 e o km 261 deve ser finalizado até julho de 2026, com um ritmo médio de construção de 1.000 metros de trilhos por dia.

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Impacto Logístico e Econômico

A integração da FICO à malha nacional visa reduzir os custos de transporte da produção agropecuária no nordeste de Goiás e no leste de Mato Grosso. Para Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A., a ferrovia deixa de ser apenas um projeto de infraestrutura para se tornar um ativo estratégico. “A partir de agora, o ativo passa a gerar ganhos econômicos permanentes ao integrar as regiões produtoras aos principais corredores de escoamento do país”, destacou.

Além de facilitar a exportação, a ferrovia deve otimizar a logística de retorno para insumos como fertilizantes e combustíveis, aumentando a competitividade regional e diminuindo a dependência do transporte rodoviário.

Tecnologia e Conexão Global

A construção utiliza a metodologia New Track Construction (NTC), um sistema moderno de produção mecanizada que garante maior precisão geométrica e produtividade. Um detalhe logístico importante é a origem dos materiais: os trilhos são importados da China, desembarcados no Porto do Itaqui (MA) e transportados pela Ferrovia Norte-Sul até o canteiro de obras da FICO em Goiás.

Próximos Marcos

De acordo com o diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Luís Ludolfo, o próximo grande marco será a entrega do Lote 1 em outubro de 2026. Este trecho compreende os 132 quilômetros entre Mara Rosa e Crixás. Após a conclusão, a ferrovia passará por inspeções técnicas e validação operacional dos órgãos reguladores para ser liberada para a concessionária.

Via Trolebus