Veja como será a nova conexão na linha 9 com a Linha 22

Renato Lobo

A Linha 9-Esmeralda deve ganhar uma nova conexão na estação Hebraica-Rebouças, com a futura Linha 22-Marrom do Metrô, que está na fase de contratação do seu projeto básico.

O edital do projeto estabelece que a futura estação Hebraica-Rebouças será a quarta parada do trajeto. Localizada dentro do centro expandido de São Paulo, a unidade foi projetada como um ponto estratégico de integração, oferecendo conexão direta com a Linha 9-Esmeralda e com o corredor de ônibus da Avenida Eusébio Matoso.

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Localização e Desapropriações

De acordo com o projeto básico, a estação será implantada em um terreno de 5.069,00 m², atualmente o único grande lote disponível e vazio na área. O perímetro é delimitado pelas ruas Ofélia e São Columbano, pela Avenida Eusébio Matoso e pelos edifícios do Itaú e do Condomínio Nações Unidas. Para viabilizar a obra, o Metrô deverá desafetar a Rua Raimundo Gomes Carneiro, uma via interna sem saída que não consta no cadastro do GeoSampa. O acesso secundário (Acesso B) ocupará um lote de 3.200,00 m² do outro lado da avenida.

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Urbanismo e Empreendimentos Associados

O projeto básico avalia a inclusão de empreendimentos associados residenciais sobre os acessos, aproveitando o potencial construtivo da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), atualizado em dezembro de 2024. Estão previstos coeficientes de aproveitamento (CA) de até 4,20 no Acesso A e 4,17 no Acesso B. A volumetria proposta prevê um embasamento contínuo para a estação, sobre o qual devem ser erguidas edificações verticais laminares.

Sistema de Passarelas e Integração

A conectividade será resolvida por um conjunto de três passarelas elevadas:

  • Passarela 1: Conecta o mezanino da estação existente da Linha 9-Esmeralda à nova estação.
  • Passarela 2: Liga o corpo principal da Linha 22 ao acesso secundário (Acesso B).
  • Passarela 3: Permite o acesso direto da parada central do corredor de ônibus da Avenida Eusébio Matoso à estrutura da estação.
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Operação e Infraestrutura de Acesso

O fluxo estimado para a unidade é de 57.160 passageiros por dia.

O projeto básico define que o hall de bloqueios ficará no nível superior das passarelas (cota 730,66 m), separando as áreas pública e paga. A estrutura contará com:

  • Bicicletário: 100 vagas e manutenção da infraestrutura cicloviária local.
  • Kiss and Ride: 10 vagas em baias laterais para embarque e desembarque rápido.
  • Acessibilidade: Um sistema duplo de circulação vertical com 10 elevadores de alta capacidade (33 pessoas cada) para vencer um desnível de 39,36 metros, além de escadas rolantes e fixas para situações de anormalidade.

Métodos Construtivos e Adequações na Linha 9

A porção enterrada da estação será executada por dois poços centrais secantes de 35 metros de diâmetro, com plataformas escavadas em NATM. A profundidade total do nível de acesso ao trilho é de 39,22 metros.

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Para garantir o nível de serviço na integração, o projeto básico prevê intervenções na estação da Linha 9-Esmeralda, incluindo a instalação de um novo elevador, o alargamento do mezanino existente para criar um novo canal de circulação e a transferência de suas salas operacionais para o edifício da nova estação da Linha 22-Marrom.

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A Linha 22

A Linha 22-Marrom terá um traçado inteiramente subterrâneo de aproximadamente 31,32 quilômetros. O projeto básico prevê a construção de 19 estações. O projeto está na fase de contratação de seu projeto básico, e segundo edital lançado, deve ter uma frota de 48 trens com “layout” asiático. Seu processo de construção prevê a utilização de 3 tuneladoras, e a linha pode ser feita em fases.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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