Como era a viagem de trem entre SP e Peruíbe?

Fepasa Santos-Samaritá. Ano de 1988 | Foto: Thomas Corrêa

Inaugurada em 1915, a ferrovia Santos-Juquiá (antigo Ramal de Juquiá) foi construída com bitola métrica para conectar o Porto de Santos ao município de Juquiá, atravessando cidades como Itanhaém e Peruíbe. Em 1986, a malha foi ampliada pela Fepasa com a extensão de 70 km entre Juquiá e Cajati, integrando também a cidade de Registro ao percurso.

🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade urbana:

Canal do Via Trolebus no WhatsApp

Canal do Via Trolebus no Telegram

Durante o século 20, o ramal operava de forma integrada à capital paulista. O serviço de passageiros que partia da estação Barra Funda, e seguia pelos trilhos das linhas 8 e 9 até chegar no extremo sul da cidade, e então descia a serra pela ferrovia que liga a Baixada até Mairinque.

Tinha uma logística peculiar: ao chegar em Samaritá, no município de São Vicente, os vagões vindos de São Paulo eram acoplados às composições que seguiam viagem para Juquiá.

Além da conexão com a capital, existia um serviço diário que saía da estação Ana Costa, em Santos, com destino ao Vale do Ribeira. Essa linha de passageiros operou até o ano de 1997. No seu período de maior movimento, durante a década de 1960, a ferrovia chegava a oferecer sete horários diários partindo de Santos.

Perspectivas futuras

Atualmente, o futuro desses trilhos é discutido em dois projetos distintos, embora ainda sem uma proposta de integração direta:

  • Trem Intercidades (TIC): focado na ligação entre a cidade de São Paulo e Santos.
  • Estudo da CPTM: análise técnica para um possível serviço entre Santos e Cajati.
Via Trolebus