A memória ferroviária dos 905 km que conectam Cariacica (ES) a Belo Horizonte (MG) tornou-se o eixo central de uma colaboração inédita entre os projetos ‘Estação’ e ‘Identidades’. Idealizadas pelos brasileiros Preto Filho e Diego Ribeiro, as iniciativas buscam resgatar e eternizar as lembranças de cerca de 8 milhões de passageiros que percorreram a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) na última década.
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Impacto Econômico e Social
O esforço conjunto para identificar e celebrar a riqueza cultural de 42 municípios resultou em benefícios que ultrapassam o campo histórico. Em 2025, os projetos promoveram uma injeção de R$ 3,9 milhões na economia da cultura, gerando um retorno estimado de mais de R$ 29 milhões para a economia brasileira. Além disso, a iniciativa movimenta a economia circular das cidades por onde passa e fomenta o turismo ferroviário local.
A proposta é pioneira no Brasil por ser a primeira aprovada pela Vale através da legislação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), viabilizada pelo Recurso para Preservação da Memória Ferroviária.
Metodologias Distintas, Objetivo Comum
Embora unidos pelo propósito de preservação patrimonial, os projetos utilizam abordagens complementares:
- Projeto Estação (Preto Filho): Focado no público jovem (16 a 25 anos), promove oficinas de fotografia e audiovisual. No seu primeiro ano, envolveu 80 jovens em uma imersão pela cultura mineira, transformando memórias em intervenções artísticas e galerias virtuais.
- Projeto Identidades (Diego Ribeiro): Concentra-se no mapeamento de saberes e patrimônios, especialmente junto ao público sênior. Em 2025, mobilizou 175 interlocutores capixabas para a criação de um “livro-inventário cultural afetivo”, produzido em tempo real, e a realização de festivais com apresentações culturais.
Resultados Alcançados em 2025
O ano de 2025 consolidou marcos importantes para as duas frentes:
- Identidades: Registrou 100 manifestações culturais e produziu mais de 5 mil fotografias em 8 municípios do Espírito Santo, incluindo Vila Velha, Serra e Colatina.
- Estação: Atendeu 7 municípios mineiros no primeiro ciclo, com destaque para a participação majoritária de mulheres (69%) e pessoas negras (67%). O projeto realizou 250 m² de intervenções artísticas em espaços públicos.
Roteiro até 2028
A parceria entre as iniciativas, que se encontram oficialmente pela primeira vez em 2026, possui um cronograma de atividades previsto até 2028. O objetivo dos gestores é alcançar milhares de capixabas e mineiros, utilizando a cultura como vetor de desenvolvimento econômico e formação artística, garantindo que as histórias da “vida comum” — como as de ex-ferroviários, marisqueiras e líderes comunitários — sejam transformadas em patrimônio documentado.







