O antigo Terminal Rodoviário Bresser, construído pelo Metrô de São Paulo anexo à atual estação Bresser-Mooca da Linha 3-Vermelha, é um dos exemplos mais emblemáticos de planejamento urbano subutilizado na capital paulista. Concebido inicialmente para ser um hub de ônibus urbanos, o espaço acabou operando como terminal rodoviário até sua desativação definitiva em 2001, sendo hoje a sede de um batalhão da Polícia Militar.
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A história do local remonta à crise de saturação da antiga Rodoviária da Luz na década de 1970. Para resolver o problema, o governo estadual lançou em 1978 o Plano Integrado de Terminais Rodoviários de Passageiros (PITERP), que previa cinco novos terminais. Destes, apenas Jabaquara, Tietê e Barra Funda consolidaram-se. Durante os anos 80, a demora na entrega do Terminal Barra Funda sobrecarregou o Tietê, levando o governo a buscar alternativas.
A estação Bresser, inaugurada em 1980, já nasceu com um terminal urbano anexo que recebia oito linhas municipais. No entanto, a CMTC e a Prefeitura sempre foram contra o projeto, alegando falta de demanda — previsão que se confirmou em pouco tempo, deixando a estrutura ociosa. Como solução, o governo estadual decidiu reformular o espaço para receber linhas rodoviárias que atendiam Minas Gerais, Vale do Paraíba e Litoral Norte, desafogando o Tietê. A medida enfrentou forte resistência, especialmente de moradores do Vale do Paraíba, que criaram o movimento “Bresser não”.
Após anos de reformas, o Terminal Rodoviário Bresser foi oficialmente aberto em janeiro de 1988. Contudo, os números nunca fecharam: a projeção era de 8 mil passageiros diários, mas o terminal mal alcançava 3.200. Mesmo após a concessão à iniciativa privada em 1990, o esvaziamento foi inevitável, agravado pelo sistema viário do entorno, que se tornou extremamente congestionado. Em 2 de dezembro de 2001, o terminal encerrou suas atividades, deixando de atender 145 cidades mineiras.
Atualmente, o edifício abriga o 2º Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran).








