Após a manifestação de empresários da região da Mooca contra a instalação do futuro pátio da Linha 16-Violeta do metrô na área, o governo do Estado de São Paulo dá sinais de que pode reavaliar o projeto.
A região que abrange a Avenida Henry Ford e vias do entorno concentra cerca de 228 empresas, responsáveis por mais de 15 mil empregos diretos. O grupo empresarial sugeriu que o governo estude áreas alternativas, como a Avenida Presidente Wilson, considerada mais adequada para receber o pátio de trens sem causar impacto direto ao parque industrial local.
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Há ainda uma queda de braço entre moradores do Jardim Paulista e o governo sobre a futura estação estação Nove de Julho, sobre a desapropriação de 38 imóveis em 9,4 mil m², um impacto quase quatro vezes maior do que o apresentado no estudo preliminar do Metrô.
Já Augusto Almudin, diretor da Companhia Paulista de Parcerias, afirmou em entrevista ao Valor Econômico que os projetos podem ser revistos.
“A diretriz é a mesma: impactar o menos possível as pessoas e as atividades econômicas desenvolvidas na cidade. A linha de transporte é um serviço público, diferente de uma atividade privada, mas isso não significa que os impactos não sejam considerados”, disse. “Neste momento, estamos na fase de rever o projeto e avaliar se há alternativas locacionais. Cabe ao Estado analisar.”
A nova Linha 16-Violeta deve, em sua primeira fase, ligar as estações Teodoro Sampaio e Abel Ferreira. O leilão pode ocorrer no segundo semestre deste ano.




