VLT tem vantagens em custo e capacidade sobre o BRT, diz Alstom

Divulgação

Sistemas de Veículos Leves sobre Trilhos – VLT podem ser mais baratos para a operação, ainda que sejam mais caros na implantação em comparação aos corredores de ônibus. É o que diz Julien Chauvignat, vice-presidente da plataforma de veículos leves sobre trilhos da Alstom. Segundo um comunicado, ele aponta que os sistemas de VLT oferecem vantagens operacionais e ambientais relevantes em comparação a outras soluções de transporte urbano.

Segundo o executivo, embora o investimento inicial em VLTs costume ser mais elevado — podendo chegar ao dobro do custo de implantação de corredores de BRT —, o custo ao longo da operação tende a ser menor. Isso ocorre porque os bondes modernos exigem menos veículos para atender a mesma demanda, contam com equipes reduzidas, demandam menos intervenções de manutenção e possuem vida útil superior a 30 anos, mais que o dobro da média de um ônibus urbano.

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Ao considerar despesas operacionais e impactos ambientais, os VLTs, como os da família Citadis, podem apresentar custo até 30% menor por passageiro-quilômetro. Para cidades com restrições orçamentárias, a adoção desse modelo é vista como uma alternativa de longo prazo, com retorno progressivo do investimento ao longo do tempo.

Renato Lobo – Via Trolebus

No quesito capacidade, os bondes se destacam pela eficiência no transporte de grandes volumes de passageiros. Uma única composição de cerca de 45 metros é capaz de levar mais de 400 pessoas. Para atingir número semelhante em um corredor de BRT, seriam necessários diversos veículos adicionais, o que tende a ampliar o congestionamento viário, elevar as emissões nas ruas e aumentar os custos de operação e manutenção. Enquanto sistemas de BRT costumam operar em torno de 6 mil passageiros por hora por sentido, o VLT pode alcançar patamares de 14 mil passageiros por hora por sentido ou mais, conforme o dimensionamento da frota e o comprimento das composições.

Do ponto de vista ambiental, os VLTs também apresentam vantagem. Mesmo corredores de BRT totalmente eletrificados podem gerar até 17% mais emissões de CO₂ ao longo de seu ciclo de vida quando comparados aos bondes. Isso se explica pelo volume significativamente maior de veículos necessários para atingir a mesma capacidade: para substituir 20 VLTs, por exemplo, seria preciso operar uma frota muito maior de ônibus, o que resulta em um total anual de quilômetros rodados até 3,6 vezes superior.

Além do desempenho ambiental, a linha Citadis foi concebida com foco em ecoeficiência: cerca de 95% dos componentes são recicláveis e 98% podem ser reaproveitados, além da adoção de sistemas de tração que permitem economia de energia de até 15%.

Os benefícios, porém, vão além dos indicadores técnicos. Os VLTs da plataforma Citadis oferecem janelas panorâmicas, operação silenciosa e piso baixo, facilitando o embarque e desembarque de passageiros. O projeto visual também pode ser customizado conforme a identidade de cada cidade, com diferentes acabamentos internos, formatos externos e esquemas de cores, favorecendo a integração ao ambiente urbano. Por isso, não é raro que esses veículos se tornem símbolos locais e até apareçam em cartões-postais de diversas cidades ao redor do mundo.

Via Trolebus