O que se sabe sobre o projeto de monotrilho de Vitória?

Fonte: Metrô de São Paulo

Um estudo produzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conjunto com o Ministério das Cidades aponta o monotrilho como uma das alternativas de transporte para a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). O próprio relatório, porém, esclarece que a proposta faz parte de uma fase intermediária da metodologia adotada e não configura um projeto definitivo.

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Entre as soluções analisadas está o sistema Sky Shuttle, um modelo de transporte sobre trilhos elevados que opera sobre uma única viga de concreto ou aço. Por circular acima do nível das vias, o sistema reduz interferências com o tráfego de veículos e pedestres. A tecnologia citada no documento corresponde a um produto desenvolvido por uma fabricante chinesa.

O conceito foi apresentado inicialmente em 2019, em um estudo que previa a conexão entre os municípios de Vitória e Serra, com passagem pelo Aeroporto de Vitória, ao longo de um trajeto de 18,3 quilômetros. Totalmente automatizado, o sistema teria composições formadas por dois a quatro carros, cada um com capacidade para cerca de 70 passageiros. A velocidade média estimada é de 35 km/h, com potencial de transporte de até 8 mil usuários por hora em cada sentido.

Traçados previstos

Linha principal: ligação entre o Terminal Carapina, em Serra, e o Terminal Rodoviário de Vitória, utilizando corredores viários como as avenidas Fernando Ferrari, Leitão da Silva, Cezar Hilal, Vitória, Princesa Isabel, Governador Bley, Getúlio Vargas, Elias Miguel e Alexandre Buaiz.

Ramal: conexão entre a Avenida Fernando Ferrari e o Aeroporto de Vitória, pela Avenida Adalberto Simão Nader.

Apesar da definição preliminar do traçado, o projeto ainda depende da realização de estudos de viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental (EVTEA), além da elaboração de estimativas de custos de implantação e operação (CAPEX e OPEX). As projeções de demanda também precisariam ser atualizadas.

Na concepção original, a iniciativa seria estruturada por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), com participação do setor privado no financiamento. No entanto, não há prazo estabelecido para a eventual implantação do sistema.

O relatório também chama atenção para a concorrência do Sky Shuttle com outros projetos de transporte já previstos para a região. No trecho norte da RMGV, parte do traçado coincide com o BRT da Fase 3. Já no sul de Vitória, há sobreposição parcial com o traçado planejado da Linha 3 do VLT, em Vila Velha.

Caso avance, o sistema poderia permitir integração física e tarifária com o Terminal Rodoviário de Vitória e com as linhas que atendem o Terminal Carapina, além de conexão com um eventual serviço de transferência para o Aeroporto de Vitória.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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