Em 2024, a Prefeitura de São Paulo apresentou o PlanHidro SP, projeto que também previa uma hidrovia no Rio Tamanduateí
Naquele ano, a Prefeitura de São Paulo havia apresentado o PlanHidro SP, iniciativa que buscava integrar o transporte hidroviário à revitalização urbana, propondo uma nova relação entre a cidade e seus rios. O plano contemplava a criação de um sistema de transporte fluvial voltado a cargas e passageiros, além de intervenções para valorizar as áreas ao longo das margens dos rios paulistanos.
Segundo o documento de Consulta Pública acessado à época pelo Via Trolebus, o PlanHidro SP havia sido elaborado por um Grupo de Trabalho Intersecretarial, formado por representantes de 18 órgãos técnicos especializados. O desenvolvimento do plano também contou com uma audiência pública inicial para debater o projeto.
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Entre as principais metas do plano estavam a construção de infraestrutura como eclusas, pontes e melhorias de acesso às margens dos rios. A proposta previa o uso de até 180 km de vias navegáveis, conectando o transporte hidroviário a novos parques fluviais. O plano também buscava promover acessibilidade, revitalização urbana e maior integração entre as orlas fluviais e a cidade.

Hidrovia no Tamanduateí
No Plano de Hidrovias Paulistanas, a etapa referente ao uso do Rio Tamanduateí estava prevista para a última fase do cronograma, a quarta, com implantação a partir de 2033 e conclusão estimada para 2054. A apresentação do projeto não trazia detalhes sobre orçamento, número de embarcações ou construção de ecoportos para esse trecho específico.
O plano previa o uso das hidrovias dos rios Tamanduateí, Meninos e Couros, com a instalação de 10 pontes urbanizadas. Partindo do Rio Tietê, a hidrovia teria dois ramais ao sul: um em direção ao Ipiranga e outro rumo à Vila Prudente.
Na época, ainda restava saber como a Prefeitura pretendia lidar com desafios específicos do trecho, como a ponte situada sobre o rio entre a Praça Alberto Lion e o Parque Dom Pedro II.
Um rio que já foi navegável
Até o início do século 20, o Rio Tamanduateí funcionava como uma importante rota de transporte fluvial, conectando o Mercado Grande (também conhecido como Mercado Velho) e o Mercado dos Caipiras, localizados na antiga Rua de Baixo — hoje a Rua 25 de Março.

Naquela época, embarcações transportavam mercadorias e pessoas escravizadas até o porto da Ladeira Porto Geral. Por estar situado na várzea do Tamanduateí, área frequentemente alagada, o local também ficou conhecido como “beco das sete voltas”.






