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Alstom testa trem sem condutor em Taubaté

Divulgação

A Alstom e o Metrô de Santiago atingiram um novo marco no desenvolvimento da futura Linha 7 do sistema chileno: o início dos testes dinâmicos do primeiro trem Metropolis AS-22-UTO, modelo sem condutor. Segundo a Alstom, os testes estão sendo conduzidos na unidade da empresa em Taubaté, no interior de São Paulo, e representam uma etapa relevante rumo à entrada da nova linha em operação comercial.

De acordo com a companhia, quando concluída, a Linha 7 deve beneficiar a mobilidade de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas e reforçar as alternativas de transporte público sustentável na capital chilena.

A Alstom explica que o programa de testes foi estruturado para garantir que o trem atenda às especificações de projeto e aos requisitos de desempenho antes de entrar em operação. Segundo a empresa, os testes estáticos verificam os sistemas mecânicos e elétricos do veículo ainda parado, avaliando itens como dimensões, peso, ar-condicionado, motores, portas, iluminação e os sistemas de informação aos passageiros.

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Depois dessa fase, o trem passa para os testes dinâmicos, que avaliam seu desempenho em movimento — incluindo tração, frenagem, sinalização e o funcionamento do sistema UTO (Unattended Train Operation), responsável por permitir a operação totalmente automatizada da Linha 7. Segundo a Alstom, esses testes ocorrem na via exclusiva de testes da unidade de Taubaté.

A companhia informa que, até o momento, sete das 37 unidades encomendadas para a Linha 7 já foram montadas e se encontram em diferentes fases de fabricação ou testes.

Jean-Michel Morvan, diretor-geral da Alstom para a América Latina do Sul, afirmou que cada teste concluído representa um avanço rumo à inauguração de uma linha que vai transformar a mobilidade em Santiago. Segundo ele, o momento reflete a confiança construída ao longo de mais de 50 anos de parceria com o Metrô de Santiago, relação que hoje faz com que quatro em cada cinco trens em operação na rede sejam fabricados pela Alstom. O executivo destacou ainda que o projeto representa um avanço para a mobilidade sustentável no Chile.

O projeto da Linha 7 é descrito pela Alstom como o capítulo mais recente de uma parceria com o Metrô de Santiago que já ultrapassa cinco décadas, reforçando o compromisso conjunto com os objetivos de mobilidade urbana da cidade.

Já o presidente do Metrô de Santiago, Patricio Rey, classificou o início dos testes dinâmicos como uma etapa decisiva do processo de introdução dos novos trens. Segundo ele, o avanço confirma o progresso do projeto e aproxima a chegada dos trens ao Chile, contribuindo para melhorar a mobilidade de cerca de 1,6 milhão de pessoas, reduzir a sobrecarga da Linha 1 e fortalecer uma alternativa sustentável de transporte público.

Segundo a Alstom, a Linha 7 do Metrô de Santiago, atualmente em construção, terá 26 quilômetros de extensão e 19 estações, atendendo a uma população estimada em 1,6 milhão de pessoas. A empresa está fabricando os 37 trens Metropolis do projeto em sua unidade de Taubaté, além de fornecer o sistema de sinalização Urbalis CBTC e prestar 20 anos de serviços de manutenção, entre outros contratos previstos. A expectativa da Alstom é que o primeiro trem chegue a Santiago no início de 2027.

A companhia afirma estar presente no país há mais de 80 anos, contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura chilena. Segundo a Alstom, a empresa conta com mais de 700 funcionários distribuídos em oito unidades no Chile, atuando com trens metropolitanos, trens regionais, sistemas de sinalização, infraestrutura e serviços de manutenção. A companhia já forneceu ao Metrô de Santiago as frotas NS74, NS93, AS02, NS04 e NS16, às quais devem se somar os novos trens AS22 da Linha 7.

Via Trolebus