A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentaram a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil de manter a greve anunciada para esta terça-feira (4). A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Segundo a gestão estadual, a manutenção do movimento ocorreu mesmo após a apresentação de compromissos durante reunião realizada na segunda-feira (3).
De acordo com o comunicado da companhia, o Estado reiterou a intenção de preservar os postos de trabalho e analisar projetos de interesse da categoria. Entre as propostas mencionadas estão a absorção de empregados por outros órgãos públicos estaduais, o debate sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Iamspe. A empresa classificou a paralisação como uma medida prejudicial aos passageiros que dependem do sistema.
Diante do impasse, a CPTM obteve uma decisão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi estabelecida uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
A CPTM informou ainda que acionou seu plano de contingência para mitigar os impactos nas linhas afetadas. A operação segue regular nas linhas concedidas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, na Linha 10-Turquesa e em toda a rede do Metrô (estatal e concedida).
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Já o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil confirmou o início da greve dos ferroviários da CPTM a partir da 0h desta terça-feira, 4 de agosto de 2026. A decisão foi ratificada após deliberação da categoria em Assembleia Geral.
De acordo com a entidade, a paralisação foi mantida após a reunião realizada nesta segunda-feira entre representantes do Sindicato e do Governo do Estado terminar sem a apresentação de uma garantia formal de manutenção dos postos de trabalho. A apreensão da categoria está atrelada ao processo de concessão das linhas ferroviárias.
O sindicato informou que buscou alternativas de negociação e apresentou propostas durante as tratativas, mas alegou que a falta de um compromisso formal sobre a estabilidade dos profissionais e de suas famílias levou à deflagração do movimento. A categoria classifica a paralisação como uma medida extrema na defesa dos empregos, da valorização profissional e da continuidade de um serviço de qualidade para a população.
A representação dos trabalhadores informou que permanece aberta ao diálogo e aguarda o envio de uma proposta concreta por parte do governo estadual para assegurar os empregos e permitir o encerramento do movimento paredista.









