A Prefeitura de São Caetano do Sul determinou restrições ao programa de tarifa zero nos ônibus municipais, que passará a beneficiar exclusivamente os moradores locais e alguns grupos específicos a partir do dia 15 de julho, conforme reportado pelo portal G1. Com a nova regulamentação, os passageiros oriundos de outros municípios que não preencham os requisitos estabelecidos deverão pagar a tarifa de R$ 5 para utilizar o sistema de transporte coletivo.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
A gratuidade será preservada para os moradores de São Caetano do Sul devidamente cadastrados no sistema de bilhetagem eletrônica. Além deles, permanecem isentos do pagamento os idosos com 60 anos ou mais, servidores públicos municipais e pacientes em tratamento oncológico assistidos pela rede pública de saúde da cidade.
O benefício também contempla estudantes matriculados na USCS, na Fundação das Artes e nas filiais locais do Sesi, Senai, Etec, Fatec, Instituto Mauá de Tecnologia e Faculdade Paulista de Serviço Social, bem como profissionais das forças de segurança pública nacional, estadual ou municipal, incluindo integrantes do Tiro de Guerra, desde que estejam uniformizados e em serviço.
O motivo da reformulação foi a explosão da demanda de passageiros, que superou significativamente os cálculos iniciais projetados na época da implantação da tarifa zero, em 1º de novembro de 2023. A gestão do prefeito Tite Campanella (Republicanos) apontou que a administração anterior, de José Auricchio Júnior (PSD), previu um acréscimo de até 50% no movimento. No entanto, o volume diário de usuários saltou de 20 mil para 80 mil, representando uma alta de 300%. O prefeito atual declarou que esse fluxo excessivo causou superlotação e reclamações, impactando a qualidade do serviço. Com o corte, que afeta os moradores de fora responsáveis por metade do fluxo diário do sistema, a prefeitura projeta readequar o atendimento à população local e gerar uma economia anual de R$ 15 milhões, assegurando a sustentabilidade financeira do projeto.






