O Metrô de São Paulo vai inaugurar, nesta semana, a Estação Washington Luís, marcando a conclusão da última parada prevista para a primeira fase da Linha 17-Ouro. Com a abertura, o ramal de monotrilho passará a operar no inédito “formato Y”, modelo operacional em que três estações distintas servirão como destino final em diferentes sentidos.
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Segundo comunicado da empresa, inicialmente a nova estação funcionará sob o regime de operação transitória, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com embarque gratuito para os passageiros. De acordo com a companhia, o horário reduzido será mantido até que a evolução dos sistemas e os ajustes técnicos necessários permitam a ampliação do atendimento regulamentar.
Dinâmica do carrossel de trens e baldeação obrigatória
O novo arranjo de vias exigirá uma redistribuição do fluxo de passageiros e manterá o esquema de circulação em formato shuttle (bate-volta). A operação funcionará da seguinte maneira:
– Trecho Morumbi – Aeroporto de Congonhas: Os trens continuam indo e voltando normalmente por cada uma das vias. Para os usuários que se deslocam entre essas duas pontas (ou demais estações intermediárias), não haverá alterações no trajeto.
– Trecho Brooklin Paulista – Washington Luís: Uma terceira composição passará a atender exclusivamente este novo ramal, deslocando-se em bate-volta pela mesma via.
Devido a essa configuração, os passageiros que tiverem como destino final a Estação Washington Luís deverão, obrigatoriamente, desembarcar na Estação Brooklin Paulista para realizar a troca de trens e seguir viagem. O procedimento inverso também será obrigatório: quem embarcar em Washington Luís com destino a Congonhas ou Morumbi precisará fazer a baldeação na plataforma de Brooklin Paulista.
Infraestrutura e localização da nova parada
Edificada na confluência entre as avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís, a nova estação dispõe de mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída. A estrutura conta com mezanino, plataforma lateral, escadas rotativas, elevadores e bloqueios de acesso.
O projeto arquitetônico incorporou soluções sustentáveis, priorizando o reaproveitamento de água pluvial, além de sistemas voltados para a captação de iluminação e ventilação naturais. Em termos de acessibilidade, a edificação foi dotada de sanitários adaptados e pisos táteis para guiar o fluxo de pessoas com deficiência.




