Plano da CPTM prevê trem até Curitiba

Imagem feita por IA

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), diante da perspectiva de encerrar suas atividades como operadora direta, vem consolidando um novo papel estratégico focado no planejamento de rotas ferroviárias. Um dos projetos de maior destaque na mídia é a ligação entre Santos e Cajati, que retoma o traçado da antiga Fepasa, mas com novas vocações voltadas ao transporte de cargas e passageiros no corredor paralelo ao litoral sul paulista.

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A ferrovia, entretanto, pode ser expandida no futuro para além das divisas de São Paulo. Em seu Relatório Integrado de 2025, a companhia detalhou o Plano Estratégico Ferroviário do Estado de São Paulo (PEF-SP), que define premissas básicas para futuras linhas, abrangendo traçado, infraestrutura, especificações técnicas e estimativas de custos (CAPEX e OPEX).

“Elaborado pela CPTM com o apoio e validação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), o PEF-SP 2050 atende a uma demanda histórica do Estado”, afirma o documento. Com entrega prevista para o segundo semestre de 2026, o plano busca ratificar a companhia como um centro de excelência em projetos ferroviários, garantindo a solidez técnica para o desenvolvimento sustentável da rede sobre trilhos.

Conexão com Curitiba 

Um mapa divulgado pela CPTM revela a intenção de estender a futura linha a partir de Cajati até Curitiba. O projeto é classificado como greenfield — ou seja, uma obra desenvolvida do zero em local sem infraestrutura pré-existente. O traçado preliminar indica possíveis novas estações em Barra do Turvo (SP), Campina Grande do Sul (PR), Colombo (PR) e o ponto final na capital paranaense. Vale ressaltar que o estudo ainda é inicial e integra a rede projetada para o horizonte de 2050.

CPTM

Alternativa ao eixo da Régis Bittencourt

A implantação dessa ferrovia entre Registro e Curitiba surge como uma alternativa estratégica à já saturada rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Segundo dados do governo federal, a rodovia registra um fluxo médio de 174 mil veículos por dia ao longo de suas seis praças de pedágio. A composição do tráfego é o que mais preocupa: cerca de 84,5% do mix é formado por veículos pesados (caminhões), enquanto apenas 15,5% são veículos leves, evidenciando o potencial para o transporte ferroviário de cargas nesse corredor.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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