Divulgação Secretaria dos Transportes Metropolitanos
CPTM

Imagens mostram situação atual nas obras da estação Varginha da CPTM

Os trilhos ainda não foram instalados e resta boa parte das obras do prédio que será o futuro ponto de embarque, na estação final da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Nesta sexta-feira, 15 de outubro, foi compartilhado tanto pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, quanto pela própria pasta, imagens que mostram o andamento das obras do eixo ferroviário na região da estação Varginha.

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O ex-ministro disse em sua postagem que as obras estão a todo favor, enquanto a secretaria diz que as obras da via permanente. O prazo mais recente de entrega da estação é em julho de 2022.

Pouco lembrada

A expansão da Linha 9 e o monotrilho da Linha 17, apesar de estarem na mesma região da cidade, e terem quase o mesmo tempo de “vida” entre começo das obras e postergação de prazos de entrega, são cobradas ou lembradas de formas distintas.

O monotrilho teve suas obras iniciadas em 2012 enquanto a extensão da Linha 9 em 2013. Apesar de extensão da ferrovia ser menor em quilometragem em relação ao monotrilho, 4,5 quilômetros da ferrovia contra 7 do sistema aéreo, o segundo caso sempre é lembrado como exemplo de obra pública que não andou. “Ninguém deseja outra Linha 17-Ouro”, disse o titular da pasta recentemente.

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Contratempos

Mas a comparação não se aplica ao curso das construções, sendo que no caso da Linha 9 houve problemas no financiamento, entre outros, enquanto no monotrilho, questões relacionadas com contratações e problemas com as empresas que executavam os trabalhos.

A extensão até o distante bairro no extremo sul de São Paulo foi prometida na campanha ao governo estadual em 2010. Porém, devido a complicações no financiamento das obras, elas foram iniciadas em 2013 e paralisadas três anos depois, no final de 2016.

No dia 17 de abril de 2018, o então governador Márcio França autorizou o reinício das construções, mas as obras só recomeçaram em 14 de agosto, devido aos estudos técnicos e planejamento necessários para a implantação e readequação do canteiro, além da documentação dos trabalhos realizados e outros processos burocráticos.

Devido aos atrasos, o custo atual da reimplantação da extensão é de R$ 945.000.000,00 (novecentos e quarenta e cinco milhões de reais). Em 2019, houve a assinatura do último contrato, com um novo custo previsto de R$ 87 milhões, em um contrato de 30 meses – sendo 18 para as obras e 12 para a operação assistida.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Um absurdo custar quase 1 bilhão para se fazer 4,5km de trilhos onde já existia um leito pré-existente. Em qualquer país civilizado daria risada disso. Fora a demora e as promessas infundadas.

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