Foto: Renato Lobo | Via Trolebus
VLT

É possível transformar o corredor de trólebus do ABC em VLT?

Imagine no lugar de ônibus, Veículos Leves sobre Trilhos – VLT cortando o ABC, em operação no corredor São Mateus-Jabaquara?

O cenário, que pode parecer agradável pelos admiradores de trens e urbanistas, é quase que impensável na atual conjuntura, onde até o monotrilho da Linha 18-Bronze, acabou virando corredor de ônibus, com prejuízo para os passageiros.

A eventual e bem distante alteração do meio de transporte foi levantada por um inscrito do canal do Via Trolebus no YouTube, Bruno Ventura, que também perguntou para o presidente do Metrô, Silvani Pereira, nas redes sociais, sobre se seria possível a mudança.

Silvani diz que a alteração “depende da análise de um número significativo de variáveis. Exemplo: demanda de passageiros, investimento exigido….”.

VLT Carioca, Rio de Janeiro

Custo e carregamento

A troca demandaria principalmente de recursos públicos, onde o custo do VLT varia de 20 a 30 milhões de US$ por km.

O VLT opera com 35 mil usuários por hora e sentido. Há sempre o comparativo com o BRT, que pode superar os 45 mil passageiros/sentido, mas em uma estrutura com duas faixas por sentido, como em Bogotá, o que não é o caso do ABC.

Mas é bem verdade que apesar de um VLT poder carregar mais que um ônibus, 400 contra 270, o veículo sobre rodas é mais versátil, com possibilidade de ultrapassagens.

Infraestrutura

A faixa de domínio do VLT é praticamente idêntica a do BRT, com algumas adequações em trechos de gargalo do corredor de ônibus, como por exemplo no centro de Santo André.

Resumo da história: seria possível, mas pouco (bem pouco) provável…

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Acredito que o trecho Berrini-Diadema seria o mais adequado para virar vlt. Com possível pátio no lugar da sub-estacão elétrica ao lado da estação vila olímpia e ligação subterrânea com a estação vila olímpia da linha 9. Em Diadema também seria necessário algum tipo de intervenção maior.

    Nos demais trechos seriam bem complicados. Entre SBC e SA existem algumas ladeiras mais ingrimes na Pereira Barreto e eu só vejo possível uma ligação trivial entre a ETEC Julio de Mesquita e a estação Santo André da linha 10 com túnel também.

    A partir da estação Santo André ficaria quase impossível continuar. A av. Antonio Cardoso é extremamente ingrime e muda de topografia muito rapidamente entre os trechos que ela passa pela Oratório ao lado do Sam Club e depois quando ela vira a própria Oratório até a igreja do senhor do Bonfim. E dali até o cruzamento com a avenida das nações a rua se torna bem estreita e o leito do brt começa a passar junto dos carros, além de ser bem acidentado a topografia.

    Assim, caso fosse mudar para algum modal o trecho entre Jabaquara até São Matheus ou Santo André poderia ser convertido em Monotrilho, caso houvesse demanda e dinheiro e o trecho entre Diadema Berrini em vlt.

    • Interessante sua análise.
      Porém, no tucanistão, terra arrasada e devastada pelo retrocesso, corrupção, omissão e negligência do PSDB, tais avanços são impossíveis.

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