Foto: Eduardo Ganança
Monotrilho

Vice-governador descarta novos monotrilhos e fala em dificuldades na Linha 15-Prata

O vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia, em entrevista ao “Diário do Grande ABC” descartou a adoção de novas linhas de monotrilho na malha metroferroviária.

Garcia falou sobre a escolha do BRT para ligar o eixo entre São Bernardo do Campo e São Paulo, conhecido por BRT-ABC, que foi escolhido no lugar do finado projeto da Linha 18-Bronze, que seria um monotrilho. O corredor de ônibus será 4 vezes mais barato, porém terá capacidade menor que o trem aéreo proposto, além de estar desconectado no ponto de vista da tarifa praticada no Metrô e na CPTM.

A exclusão de monotrilho em projetos não é necessariamente uma novidade, já que os principais candidatos do governo do estado na eleição de 2018, já haviam descartado o meio de transporte, inclusive o governador eleito, João Doria.

Foto: Renato Lobo | Via Trolebus

Mas o vice-governador não só descartou como atribuiu dificuldades no único “aerotrem” que opera na capital paulista.

Nós temos hoje uma experiência de monotrilho no Estado e Brasil, a Linha 15, que, apesar de toda expertise do Metrô, registra várias dificuldades. Tivemos no ano passado um problema gravíssimo com os equipamentos da Bombardier (fabricante do monotrilho), que fez com que a linha parasse um período. Não é hábito do brasileiro parar o equipamento lá em cima, até colocar o trem correto na estação, até desembarcar as pessoas. É desafio. Não temos experiência de monotrilho em grandes cidades urbanas, a primeira é no Brasil. Foi projeto lá de trás, avaliado pelo governo anterior. Na nossa gestão, vamos seguir com o Metrô tradicional, sem fazer mais linhas de monotrilho.”, disse Rodrigo Garcia ao Diário do Grande ABC.

Há, no entanto, mais de dez cidades que usam o meio de transporte em ambientes urbanos, em pelo menos três continentes. Monotrilhos são usados em cidades do Japão,  Alemanha, Malásia, Índia, Coréia do Sul e China.

Foto: Renato Lobo

Falhas “semelhantes” ao Metrô

O monotrilho da Linha 15-Prata, após ter ficado quase três meses sem operar em 2020 quando partes de um pneu caíram sobre uma avenida, teve uma certa estabilização no número de ocorrências. Mas neste mês, houve uma explosão na quantidade de problemas, de acordo com um levantamento do Via Trolebus com base nas ocorrências reportadas no site e redes sociais da operadora.

Nos três últimos meses de 2020, por exemplo, o número de panes foi caindo de 7 para 6 entre outubro e novembro, e apenas 2 em dezembro. Em janeiro foi apenas uma falha reportada, enquanto em fevereiro esse número chegou a quatro.

O patamar baixo vinha sendo mantido até março e abril de 2021, quando também 2 ocorrências foram registradas em cada mês, mas em maio já foram mais de 10 ocorrências, sem que o mês tenha terminado. É mais do que cinco vezes do registrado no mês anterior.

Já o Metrô, em resposta aos questionamentos do Via Trolebus, informou que a linha 15 apresenta índices de falhas semelhantes das demais linhas.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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