VLT

Expansão do VLT na Inglaterra retira 38,8 milhões de carros por km em um ano

Sistemas de transporte sobre trilhos podem transformar o ambiente urbano, sobretudo os que são constituídos por veículos leves, e dependendo de sua segregação com o restante do tráfego local, podem ser mais confiáveis para o passageiro.

Em mais um exemplo do uso do bonde moderno como requalificação urbana, o sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT da Região metropolitana de Manchester, na Inglaterra, sofreu uma recente expansão com investimos de £ 1,5 bilhões na operadora Manchester Metrolink, que triplicou o tamanho da rede.

A ampliação no atendimento teve um grande impacto na região, de acordo com pesquisa realizada pela Transport for Greater Manchester, órgão público responsável pela coordenação dos serviços de transporte em toda a Grande Manchester. O relatório avaliou o projeto de expansão da Fase 3, que cobriu novas linhas e extensões incluindo um atendimento ao Aeroporto de Manchester.

O estudo constatou que as novas rotas removeram 38,8 milhões de carros por km em um ano, das vias da região, contribuindo para a meta da administração pública em ampliar em 50% as viagens feitas por transporte público até 2040. O uso do VLT evitou a emissão 6700 toneladas de CO2 entre os anos de 2019 e 2020.

O relatório mostra também que um grande aumento no uso é possível quando se muda de um serviço ferroviário amplamente negligenciado para um sistema de trânsito rápido de alta qualidade. Estima-se que 6.125.000 viagens foram feitas em uma das linhas no período 2019-20, contra 1.150.000 no serviço ferroviário pesado tradicional em 2008-09. É um exemplo onde o VLT absorveu o fluxo de passageiros de um trem tradicional.

A análise mostrou uma melhoria significativa no acesso ao transporte público para empregos, educação e saúde, especialmente para as comunidades mais carentes, enquanto as empresas se beneficiaram com a melhoria das áreas de captação de clientes e força de trabalho, bem como oportunidades para viagens de negócios.

O relatório conclui que a expansão levou a mais do que o dobro de viagens de cerca de 20 milhões em 2010 para 45,6 milhões em 2019. Os estudos ainda descobriram que os imóveis mais próximos de uma parada do VLT ainda tiveram valorização.

Metrolink é um grande exemplo do que podemos alcançar quando temos um sistema administrado localmente que é responsável e implementado no melhor interesse de nossas comunidades locais. O estudo demonstra os benefícios que Metrolink traz a nível regional e local e é um bom exemplo da visão da Nossa Rede em ação: melhorar a qualidade de vida das pessoas, conectando comunidades, abrindo oportunidades e revitalizando nossos centros urbanos e economias locais, ao mesmo tempo em que criamos bairros mais limpo, mais verde e mais saudável”, diz o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Esta reportagem deveria ser levada para os governadores de Mato Grosso, São Paulo e os prefeitos de Cuiabá, Campinas e Curitiba. Para mostrar a eles como o VLT melhora a qualidade de vida dos moradores e a situação das cidades. Nestas cidades citadas mais os municípios do ABC tiveram os modais sobre trilhos os projetos abortados ou se já construídos tornados inviáveis para substituir por corredores de BRT que a curto e médio prazo tornam-se saturados, pioram o entorno por onde passam e não estimulam as pessoas a utilizarem o transporte coletivo, o que piora o trânsito nas cidades. O BRT, por ser mais rápido e barato de construir, é preferido pelos políticos pelo fato de nos seus mandatos poderem ser construídos e inaugurados durante seus mandatos . Isto é favorecer o interesse privado prejudicando o interesse público. Para ver como o BRT é ineficiente a curto e médio prazo e só ver o Transmilenio de Bogotá que já tem mais de vinte anos e já está saturado e não estimula as pessoas a utilizarem o transporte coletivo e mesmo em Curitiba o sistema de BRT local já está saturado.

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