Foto: Douglas Meira @douglasdbm
Metrô SP

Lentidão na Linha 2-Verde do Metrô seria consequência de uma atualização no CBTC

Nos últimos dias, usuários nas redes sociais tem reclamado sobre a operação da Linha 2-Verde do Metrô, sobretudo nos horários de maiores movimentos. As queixas no eixo metroviário que liga a Vila Prudente até a Vila Madalena vão desde lotação, lentidão nos trens e até composições não obedecendo paradas:

O Metrô, no entanto, tem respondido aos passageiros que não havia registro de falhas em trens e sistema, e que a constante reclamação tem sido fruto do fluxo de usuários oriundos da operação por ônibus na Linha 15-Prata, que está paralisada:

Problema seria na atualização do CBTC

O problema, no entanto, seria em uma nova atualização do sistema de sinalização, o CBTC (Communications-Based Train Control), sigla em inglês que traduzindo ao nosso português se refere a “Controle de Trens Baseado em Comunicação”.

A funcionalidade é responsável por controlar as composições, e o novo sistema é aprimorado e atualizado, enquanto é feita sua implantação.

O perfil SP Sobre Trilhos (@SPSobreTrilhos) no twitter afirma ter ouvido uma fonte que diz que a nova versão seria a causadora dos problemas:

No mesmo post, o Metrô reafirma que a lentidão é fruto do volume de passageiros da Linha 15.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Seria muita coincidência a operação da Linha 2-Verde ter ficado tão ruim/péssima justamente agora quando a versão final (“definitiva”) do seu CBTC passou a funcionar. Está na cara que não foi apenas coincidência.

    Aliás, eu até gostaria muito de saber que tipo de empresa multinacional é essa (Alstom) que faz uma coisa horrível dessas mesmo depois de tantos anos em testes. Sei que é algo bem complexo, mas trocaram a versão do software do CBTC na Linha 2 agora para piorar? A versão “provisória” (intermediária) nos parecia funcionar, em geral, bem melhor do que essa que está agora (a não ser que a anterior poderia colocar vidas em risco, e não sabíamos disto… será?!). Custa-me acreditar que a nova versão é para permitir headway mais baixo (até porque ele acabou aumentando na prática desde o início deste mês). Ou agora lá se vão novamente meses (no mínimo) para novos ajustes (e ainda logo no momento em que a linha, provavelmente, só vai bater recordes de demanda a cada mês)?

    E outra coisa, também importante, é que o tempo para o trem partir, logo após o fechamento das portas de plataforma sincronizadas (em todas as plataformas que as possuem), AUMENTOU também (sem nenhum motivo aparente).

    O problema na Linha 15 veio bem a calhar agora para servir de “cortina de fumaça” para outro problema: o da Linha 2-Verde.
    Excesso de demanda? Alô, METRÔ! Então o PAESE (trafegando sobre simples faixas exclusivas de ônibus, ou seja, não é nenhum corredor BRT ou Expresso Tiradentes) consegue trazer mais gente do que o próprio monotrilho? Mas como? Qual a lógica ou qual a mágica? Não implantaram monotrilho justamente para poder trazer mais gente (e mais rápido) do que apenas ônibus conseguiriam fazê-lo? Se isso é excesso de demanda, então os senhores não terão condições de operar a Linha 2 quando a Linha 15 realmente começar a trazer muito mais gente (de preferência na faixa de 200 mil passageiros ou mais por dia útil, ou quem sabe até por volta de uns 250 mil… já 300 mil ou mais acho que, pelo visto e por sorte, não deverá chegar tão cedo). Sem falar que os senhores ainda vão expandir a tal Linha 2, não é mesmo?! E aí, como vai ser? Caos total mesmo todo dia? Fuja quem puder?! Quanta falta de bom senso, isso sim!!!

    Mas acho que o maior problema nem seria esse do CBTC, mas sim o fato de o METRÔ SP não assumir, com um mínimo de humilde, os seus eventuais erros (ainda que, neste caso, eles talvez possam ser vítimas também assim como nós, mas custa muito assumir o que realmente está ocorrendo na linha em questão?!). Isto sim é o que mais decepciona, até porque porventura errar (desde que não coloque a vida de ninguém em risco) é absolutamente normal e aceitável. Só não é aceitável uma empresa (seja pública ou privada) querer, neste caso, enganar os passageiros, fingindo que uma linha está normal quando todo mundo está percebendo claramente que não, além de se mostrarem perfeitos sempre e, por conseguinte, arrogantes até!

    METRÔ, sinceramente, fica a dica!!

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