Foto: Diário dos Trilhos
Monotrilho

Secretaria diz que respeitará decisão da justiça, sobre concessão da Linha 15-Prata

Após a anulação da concessão da Linha 15-Prata do monotrilho por parte da justiça, a secretaria de transportes metropolitanos – STM, informou em nota ao Via Trolebus que respeitará a justiça, e que o contrato ainda não havia sido assinado.

“A decisão da Justiça sobre a anulação da concessão da Linha 15-Prata será respeitada, mas lembramos que é um decisão em primeira instância e cabe recurso. A Secretaria de Transportes Metropolitanos ressalta que o contrato de concessão ainda não havia sido assinado e portanto a linha continua sendo gerida pelo Metrô”, diz nota da pasta.

A secretaria informou ainda que não haverá prejuízos aos passageiros. “Reforçamos sobretudo que os passageiros não serão afetados pela decisão e a legalidade, a total transparência das ações, são nossas premissas, fazendo o melhor sempre em função exclusivamente dos passageiros de São Paulo, e nesse caso especial, os cidadãos da Zona Leste.”, informou o comunicado

Entenda

Uma ação popular, acatada pela justiça, foi movida por membros do sindicato dos metroviários, no início do ano, e pedia a anulação da concessão da Linha 15 do Metrô, alegando que não havia autorização legal, não havia legitimidade para a Companhia ceder os serviços, baixíssimo valor de outorga.

A concessão da linha 15 havia sido vencida pelo consórcio ViaMobilidade linha 15, onde o grupo CCR é um dos principais acionistas.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Eu acho uma bobagem essas concessões ferroviárias que são feitas no Brasil, pode até aumentar a qualidade da linha, mas não tem competição. Aí vira um sistema igual o do RJ, que a supervia “compete” com o metrô rio, não existe integração nenhuma e nem o mesmo traçado. E as empresas que levam são praticamente sempre as mesmas. Diferente do Japão, onde qualquer um pode construir uma linha ferroviária com mais liberdade, só na região metropolitana de Tóquio são 48 empresas que administram todo o sistema ferroviário de passageiros, entre públicas e privadas. As vezes tem uma linha que faz o mesmo trajeto de outra, mas não obedecendo as mesmas paradas, com trens de modelo diferente, mais rápidas, mais confortáveis, vai do usuário escolher, fora que as estações são verdadeiros shoppings, supermovimentados e todos os espaços que a linha ocupa são rentabilizados, em baixo de áreas elevadas são construídas galerias de comércio por exemplo. Por mim ou não concede nada, ou concede igual acontece no Japão, dando a liberdade pra construir linhas de transporte metropolitano com menos burocracia, buscando maior eficiência. Onde já se viu, demorar anos pra sair licitação e licensas disso e daquilo, por isso leva anos pra sair qualquer coisa do papel e fica extremamente caro, só perdendo pra produção de espaço naves.

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