Foto: Rodrigo Lopes
Monotrilho

Monotrilho da Linha 15-Prata ainda não desenvolve toda a velocidade que foi projetada

Com quase cinco meses após o início de operações plenas em todos os horários e quase 5 anos após sua inauguração, o monotrilho da Linha 15-Prata ainda não desenvolve a velocidade máxima na qual foi projetado. Segundo relatos de passageiros, e posteriormente apuração do Via Trolebus, os trens atingem velocidades em torno de 50 km/h.

Segundo dados da fabricante da Bombardier, fabricante do material rodante, a velocidade máxima projetada é de 80 quilômetros por hora.

O sistema foi inaugurado em 30 de agosto de 2015, com duas estações: Vila Prudente e Oratório. Em abril de 2018, o governo estadual entregou outras quatro paradas: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tostoi  e Vila União.

Somente em 12 de janeiro de 2019, a linha foi aberta entre as duas pontas com horário de operação integral, entre 4h40 e meia noite. (com exceção do sábado que a operação vai até a uma da manhã).

Desde então, o Metrô de São Paulo fechou o meio de transporte para testes. Neste ano, foram três dias em que a linha ficou interditada, e os passageiros precisaram utilizar ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese).

O que diz o Metrô?

“O sistema Monotrilho da Linha 15-Prata permite, por requisito de projeto, uma velocidade máxima de até 80 km/h, quando possível. As velocidades de todos os trens no “carrossel” são determinadas pelo sistema de sinalização e controle, de acordo com a quantidade necessária e disponível das composições.

Há que se considerar ainda a necessidade de aceleração progressiva na saída de uma estação e desaceleração também progressiva na chegada à próxima, de forma suave, sem aceleradas e freadas bruscas nem correr o risco de passar direto pela próxima estação.

Também influenciam os momentos de vale ou de pico de transporte, o que também determina a velocidade de deslocamento de cada trem, já que a via estará mais ou menos movimentada de acordo com o horário”, diz nota da companhia.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Nem mesmo as linhas de Metro funcionam com a velocidade máxima ate hoje, a linha 3 que pego, percebo que consegue ser mais lenta que a linha 11, que nada paralela em quase todo o caminho após Itaquera, o que acaba sendo uma vergonha, já que o Meto e um sistema que em tese deveria ser mais eficiente.

  • A verdade é que o sistema de monotrilho não é adequado para determinadas áreas da cidade como a região do aeroporto de Congonhas. Naquela região o sistema deveria ser subterrâneo.

  • Eu creio que vocês estão confundindo Velocidade Máxima com velocidade operacional e velocidade comercial. Se ele anda a 50/60 por hora, esta ótimo. Precisa ver com a operadora qual foi a velocidade OPERACIONAL planejada. A série 2100 da CPTM desenvolve 140 km de velocidade máxima mas na operação é a normal da CPTM. Máxima de 90 km. Foi bem colocada a comparação dos 240 km do Robson dos Santos. Voltando ao modal, a velocidade comercial dele já é bem superior a dos carros e ônibus que circulam abaixo. Os 80 km, não sei não se na comercial funcionará algum dia.

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