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Trens Regionais

Doria confirma inclusão de Santos na rede de Trem Intercidades

O Governador de São Paulo, João Doria, em entrevista coletiva para apresentação de polos de desenvolvimento regional nesta quinta-feira, 23 de maio, disse que a cidade de Santos está no radar para receber o projeto de Trem Intercidades – TIC, do governo do Estado.

“Uma visão clara e objetiva do Governo de São Paulo, desestatizante. Nós já anunciamos isso, programa que vai atingir rodovias, ferrovias, a hidrovia Tietê-Paraná, o Porto de São Sebastião…serão implementadas neste segundo semestre, ligando Santos-São Paulo-Vale do Paraíba, Santos-São Paulo-Região Metropolitana de Campinas até Americana.” – disse Doria.

Doria ainda comentou a autorização do governo federal para a implantação do serviço de passageiros, uma vez que o leito ferroviário é de domínio da União.

Etapas

O serviço de trens regionais pode ser implantado em etapas: Ligação entre São Paulo e Campinas, que incluirá a concessão da Linha 7-Rubi da CPTM, além de um serviço metropolitano parador entre Jundiaí e Campinas. Este é o trecho prioritário, que já tem um orçamento previsto de R$ 5 bilhões e a modelagem dos projetos está avançada. A licitação deve ser lançada em 2020.

Posteriormente existe a intenção de levar o trem de Campinas para Americana. Depois uma ligação entre a capital paulista e o Vale do Paraíba, e por último a conexão dessa rede com a cidade de Santos. Não foram anunciados prazos para estas etapas.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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    • Concordo, afinal a linha 7 rubi, já faz a linha jundiai – são paulo. Mas ainda eu acho mais interessante que eles fizecem a linha São Paulo – Santos por primeiro, afinal seria dessa linha que passaria a maior parte dos turistas que vem do Exterior, pois Santos deveria ser incluida na linha principal, e em seguida a linha que passa por sorocaba.

  • Recentemente foi feito um teste pela CPTM para analisar tecnicamente as condições das vias, embasando estudos que estão sendo realizados para a implantação do Trem Inter Cidades São Paulo-Santos, sem previsão de implementação. Até esta parte entendo como possível e viável.

    Com relação ao paragrafo “Trem Regional” se baseando em um estudo feito desde 2011 e que foi divulgado em 2013, e se encontra totalmente defasado, uma vez que é chamado desde sua criação o Expresso ABC é uma única linha central em 1,6m na Linha 10-Turquesa que vai de Sto André á Luz com parada somente nas estações principais sempre no sentido de maior fluxo de passageiros, é inviável esta alteração de bitola, e não existe espaço físico para mais uma linha, a não ser que seja feita a demolição de varias estações.

    Neste mesmo estudo daquela época que foi lançado, constava que esta mesma linha finalizava nas proximidades onde é hoje a estação Pirelli da Linha 10-Turquesa como terminal, sem utilização destas vias e não constava a utilização destas Estações São Carlos e ABC, em lugar serão?
    Continuo entendendo como inviável e descabida planejar linhas de trens regional em configurações divergentes das outras existentes, pois não existe justificativa técnico econômica que fundamenta esta afirmação a fim de se eliminar o máximo possível de transbordos para maior conforto dos usuários.

    Neste aspecto estudos atuais, que estão sendo realizados para a implantação dos Trens Regionais; Sorocaba, Americana, São José dos Campos, Santos não prevê que se utilize bitola divergente de 1,6m, que é também a bitola da Linha 10-Turquesa bloqueando a interpenetração criando –se bloqueios obrigatórios desnecessários, como esta locomotiva e suas composições, além de praticamente nenhum dos inumeráveis equipamentos de manutenção de vias entre outros não possam ser utilizadas.

    Com relação a este estudo mais moderno se refere a uma ligação concomitante rodo-ferroviária entre Parelheiros e Itanhaém, interligada com o rodo e ferroanel, planejado desde os anos 80.
    Vale lembrar que as duas linhas ferroviárias utilizadas pela MRS da antiga FEPASA para realizar esta ligação com o litoral já se encontra saturada, e possui uma demanda muito maior, o que torna inviável o uso para trens de passageiros.

    Sendo assim, existe a necessidade dos dois modais rodoviários e ferroviários serem construídos de forma concomitante, e os ferroviários utilizados de forma compartilhada inicialmente, pois somente após a demanda do trem de passageiros for suficiente se possa separar, em que num passado recente tivemos uma grande ferrovia que operava assim e era FEPASA, que era comparada a uma das maiores ferrovias americanas em operação, a AMTRAK, por isto mesmo era chamada de a “AMTRAK brasileira”.

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