Novo modelo de parada estação Curitiba - Divulgação Facebook Prefeito Rafael Greca.
BRT

Curitiba recria conceito de parada e troca estilo “tubo”.

Não é o fim das famosas estações-tubo de Curitiba, capital do Paraná.

A cidade percussora do conceito “BRT – Bus Rapid Transit“, criado na década de 70 pelo então prefeito Jaime Lerner, contemplava um sistema de “ônibus expressos”, ao qual circulavam em vias segregadas ao transito comum e davam mais celeridade ao ônibus.
Passados aproximadamente uma década, o sistema teve sua primeira “releitura”, adotando o modelo das “estação-tubo“, que consiste em uma parada com cobrança de passagem, para que os ônibus parem apenas o tempo necessário para embarque e desembarque de passageiros, sem precisar passar por catracas após entrar no veículo, como acontece em São Paulo por exemplo.

Com inúmeras premiações de design, o modelo tubo se espalhou para a cidade e atingiu o número de 357 estações, aos quais atendem os serviços do biarticulado e dos ligeirões interbairros, além de terminais na região central da cidade.
Entretanto, com o crescimento da demanda e da utilização do transporte público, algumas estações passaram a não suportar mais a quantidade de passageiros, precisando se aproveitar da modularidade do projeto arquitetônico do tubo, buscando atender mais ônibus durante as paradas, como ocorre na Estação Praça Eufrásio Correia ou então, dispondo de dois ou mais  tubos lateralmente à parada, buscando maior espaço para circulação, conforme modelo aplicado na Linha Verde, que integra sistemas alimentadores ao corredor.

A nova parada consiste, segundo o Prefeito Rafael Greca, como uma “releitura das estações tubo” e deverão ser construídas com recursos provenientes do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

As estações, dessa vez “quadradas”, serão construídas para atender a remodelação da linha Inter 2, que é a mais carregada do sistema em números absolutos, com a marca de 80mil passageiros por dia (números de 2014/ URBS). A linha, que foi criada em 1991, atende 45 bairros da capital paranaense e contará, segundo o perfil do Prefeito, com “telhado solar, produziram a energia que vão consumir. Terão ar condicionado. Paredes de vidro e aço corten – a prova de vandalismo. Com suaves rampas de acesso para deficientes, sem elevadores.“, com um estilo de construção sustentável.

Ainda no perfil, o Prefeito afirmou que os prazos para a remodelação das paradas da linha são somente para o ano de 2020 em diante, sem prazo para encerramento.

Vale lembrar que as linhas “Inter” não são os corredores, então as vias não são segregadas e o modelo atual de corredores da cidade, ainda permanece vigente, com as tradicionais estações-tubo.

 

Sobre o autor do post

Rodrigo Lopes

Paulistano, formado em Logística e graduando de Tecnologia em Transporte Terrestre, sempre gostou de transportes e tudo o que envolve a mobilidade, transportes e planejamento urbano. Participa de projetos relacionados a preservação ferroviária, transporte não poluente e gestão pública. Criador do Boletim do Transporte em 2011, desde Abril de 2018, colabora com o Via Trólebus.

1 comentário

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  • Curitiba deveria começar a investir em transporte sobre trilhos, soa até estranho uma cidade de tal porte depender exclusivamente apenas de ônibus, se bem que por aqui em SP tem um certo”jestor” que curte a ideia.

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