Monotrilho

Leilão do monotrilho da Linha 15-Prata ocorrerá na segunda-feira (11)

A Secretária dos Transportes Metropolitanos – STM deve realizar o leilão do monotrilho da Linha 15-Prata na próxima segunda-feira, 11 de março. A empresa ou consórcio que vender a disputa, deverá operar a linha que atualmente liga a Vila Prudente até a estação Vila União, e futuramente chegará até São Mateus e Jardim Colonial.

A concessão deveria ter sido feito no ano passado, mas a pasta postergou o processo em atendimento a pedidos de empresas nacionais e internacionais interessadas em participar da concorrência.

De acordo com a STM, o adiamento foi por conta da “ quantidade e complexidade dos questionamentos recebidos de empresas nacionais e internacionais do setor interessadas em participar da concorrência que devem ser cuidadosamente analisados e respondidos”.

Ao assumir o monotrilho, o setor privado não deverá construir novos trechos e prolongamentos. As obras serão de responsabilidade do estado.

Sindicato contesta concessão

O Sindicato dos Metroviários, em coletiva de imprensa, diz que a concorrência seria de “cartas marcadas” para que o Grupo CCR leve a disputa.

O grupo já atua na operação e administração das Linhas 4-Amarela [Luz – São Paulo Morumbi] e 5-Lilás [Capão Redondo – Chácara Klabin] do Metrô de São Paulo, e futuramente deve operar o monotrilho da Linha 17-Ouro [Aeroporto de Congonhas – Morumbi].

A CCR também participou de um chamamento público de aprofundamento de estudos para a Parceria Público-Privada – PPP das Linhas 8–Diamante [Júlio Prestes – Itapevi – Amador Bueno] e 9–Esmeralda [Osasco-Grajaú], da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM. O atual governo trabalha para concluir a concessão das duas ferrovias.

Já a SMT disse que “a disputa na modalidade internacional visa justamente ampliar a concorrência e que o ativo investido na construção da linha e na aquisição de trens não está incluso na concessão. Não se trata de privatização. Portanto, as alegações do Sindicato dos Metroviários são totalmente descabidas.”.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Para quem conhece o transporte nos Estados Unidos e vê esta precariedade que é do Brasil, me perdoe mais da verhonha
    VAMOS prefeito mudar o pais

  • Ainda não fui convencido de que é melhor conceder uma linha à iniciativa privada. A única coisa melhor na Linha 4 é a exploração comercial. As linhas operadas pelo Metrô ganham em todos os demais quesitos.

    Seria muito melhor estruturar melhor a Companhia do Metropolitano para que ela lucrasse mais com atividades secundárias, o que hoje é irrelevante.

  • é um misterio tudo isso pois o governo faz questão de terminar as obras civis
    e não permitir ao concessionario investir dinheiro na ampliação das linhas.
    se fosse uma parceria de investimentos, o concessionario terminaria de
    construir o ramal ferroviario e estações que faltam.
    O que parece é que o governo quer enfraquecer o sindicato dos metroviarios
    e evitar greves fazendo essa terceirização da operação,e tambem enxutar o
    custo do sistema por trilhos economizando
    com salarios mais baixos. as bilheterias da linha 2 verde ja até tem pessoal
    terceirizado da empresa Liderança, e no fim o metro em si deve ficar só
    com a parte de projetos, uma situação parecida com o Dersa.

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