VLT

9 cidades Brasileiras que operam VLT e futuros projetos

O Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT é um sistema de média capacidade, e muita gente chama o meio de transporte de evolução do bonde, ou Metrô Leve ou então pré-metrô. Confira nove cidades ou regiões brasileiras que contam com este tipo de transporte, e ainda 3 novos projetos que estão em implantação:

1 – VLT da Baixada Santista

Construído pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, o VLT liga as cidades de Santos e São Vicente, na baixada Santista. É elétrico e conta com trens produzidos pela Vossloh. A primeira linha tem 11 km e é operada pelo Consórcio BR Mobilidade.

O sistema está em expansão e municípios como Cubatão e de Praia Grande pleiteiam futuros trechos do sistema. Chegaram a ser anunciados até um expansão rumo ao Guarujá, onde o VLT iria por um túnel sob o canal de Santos, junto com uma via para carros.

2 – VLT do Rio de Janeiro

O VLT do Rio é o melhor exemplo de como um sistema de bonde moderno pode revitalizar o espaço urbano. Percorre o Centro e o Porto da cidade, conectando todas as demais redes de transporte metropolitano — metrô, trens, ônibus, barcas e teleférico — além de aeroporto, rodoviária e terminal de cruzeiros.

A construção do VLT Carioca foi parte de um antigo projeto de revitalização da região central do Rio de Janeiro, que ganhou vida quando a cidade foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto substituiu o Elevado da Perimetral, uma via expressa que cercava e degradava a região.

A frota é composta por 32 trens Alstom Citadis, com captação de energia do solo, que operam em duas linhas, e a terceira está em testes. O sistema sobre trilhos é deficitário, com carregamento de 60 mil passageiros diários, muito abaixo do projetado, onde eram esperados 265 mil pessoas.

3 – VLT de João Pessoa

Operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, o VLT da capital do paraíba conta com 12 estações em uma única linha de 30,03 quilômetros de extensão, que interliga os municípios de Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo, transportando uma média de 11.6 mil passageiros por dia.

O sistema é servido por trens a diesel fabricados pela empresa Bom sinal.

4 – VLT de Teresina

Ainda que seja chamado de Metrô de Teresina, o sistema nada mais é que um VLT a diesel, com uma linha com 13,5 km de extensão. O sistema foi aberto em 1989 e é operado pela Companhia Metropolitana de Transportes do Piauí

5 – VLT de Maceió

Também operado pela CBTU, é mais um sistema que conta com VLTs a Diesel da Bom Sinal, com 16 estações em uma única linha de 34,3 quilômetros de extensão, que interliga os municípios de Maceió, Satuba e Rio Largo, transportando uma média de 11 mil passageiros por dia.

6 – VLT de Natal

Também operado pela CBTU e com trens iguais aos de Maceió e João pessoa, conta com 22 estações em duas linhas que somam 56,2 quilômetros de extensão, que interligam os municípios de Ceará Mirim, Extremoz, Natal e Parnamirim, transportando uma média de 9,3 mil passageiros por dia.

7 – VLT de Recife

Operado pela CBTU, conta com duas linhas e 33,9 km de extensão. Liga as cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo.

8 – VLT de Sobral

Operado pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, conta com duas linhas e quase 14 km de extensão e 12 estações.

9 – VLT de Fortaleza

Operado pelo Metrô de Fortaleza, o sistema conta com 10,8 km nesse trecho, passando por 8 estações, das dez previstas no projeto. O sistema completo, com mais 3 km de extensão fará com que o sistema transporte 90 mil passageiros por dia.

Projetos Futuros

VLT de Cuiabá

Prometido para Copa do mundo, o VLT de Cuiabá esta com as obras paradas. Pelo projeto original, orçado em R$ 1,4 bilhão, o VLT que ligaria Cuiabá e Várzea Grande teria 22 km de trilhos em dois eixos (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto) e 33 estações de embarque e desembarque. As 40 composições produzidas pela Caf, um total de 280 vagões importados da Espanha, foram compradas antecipadamente, trazidas de navio para o Brasil e são mantidas a céu aberto em uma área nas proximidades do aeroporto local.

Em dezembro passado, o governo do Estado rompeu o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá (formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia e Astep Engenharia) e anunciou estudos para uma nova licitação.

VLT de Sorocaba

Com previsão de operação em 2020, mas ainda sem sinal de obras, o VLT irá operar no trecho entre George Oeterer e o centro de Sorocaba, num total de cerca de 13 quilômetros de extensão.

VLT de Brasilia e Valparaíso de Goiás

Dos futuros sistemas, este é mais certo que se torne realidade. Com previsão de operação para este semestre, o sistema ligará Brasília a Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal.

Será operado pela CBTU com trens a diesel construídos pela Bom Sinal.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Acho o VLT um modal bem interessante a ser implantado, desde que comporte as demandas. Como por exemplo seria completamente inviável no implanta-lo no lugar do Monotrilho da Linha Bronze.

    Ainda sobre o VLT creio que ele seja infinitamente mais interessante que o sistema BRT, esse sim vejo como imenso simbolo do atraso.

    Por fim tenho uma dúvida sobre tal modal que é a seguinte: Seria possível a conversão de um corredor de ônibus em VLT? Como por exemplo o São Mateus-Jabaquara?

  • Faltou falar do VLT do Cariri, no Sul do Ceará, ligando Juazeiro do Norte ao Crato. Foi o primeiro a testar os VLTs a diesel da Bom Sinal, que são produzidos na cidade vizinha a essas duas, Barbalha.

  • Você esqueceu de citar duas informações importantes. A primeira foi de que são 10 cidades, pois existe o VLT do Cariri, que liga as cidades de Crato a Juazeiro do Norte no Ceará. A segunda informação é que esse foi o primeiro VLT a ser implantado no Brasil há exatos 10 anos. E mais outra informação, a empresa Brasileira Bom Sinal funcionou por anos na cidade de Barbalha, também no Cariri cearense.

  • Faltou Campinas! Mas não por falha do articulista, e sim pela incapacidade das sucessivas administrações de Campinas. Não souberam fazer o certo e desativaram o VLT, quando o correto seria estender as linhas para os locais (Campo Grande, Ouro Verde, etc.) de maior fluxo de passageiros. Curioso que hoje estão implantando o insosso BRT para atender a esses locais e inclusive uma parte do BRT vai usar o mesmo trajeto do VLT desativado porque, segundo alegações da época, as linhas não eram rentáveis, havia pouco fluxo de passageiros. Ora, tivessem estendido o VLT na época para os locais corretos e hoje a cidade não estaria enfrentando os grandes transtornos causados pelas obras do BRT. Vergonha para uma cidade que se vangloria de ser uma das mais adiantadas do país. E é, em alguns setores. Em outros, é o retrato do atraso!

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