4 “tatuzões” se deterioram no Ceará

Há 3 anos, o governo do Ceará assinou contratos para início das obras da linha leste do metrô de Fortaleza com um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, no valor de R$  2,3 bilhões.  Desde então, só 1% da obra foi concluída e a obra parou.

O governo estadual adquiriu para a obra, 4 “tatuzões” para a escavação dos túneis. Geralmente, estes equipamentos são alugados e  não comprados visto que depois que a obra acaba, eles ficam inutilizados. A ideia, segundo auxiliares do ex-governador Cid Gomes, era que a construção do metrô fosse política permanente do governo do estado. Ter tuneladoras (nome formal dos “tatuzões”) significaria facilitar a ampliação contínua das linhas do transporte coletivo pela cidade.

“Não é normal um governo comprar esse equipamento. A ideia era boa, justificava a compra dos “tatuzões”. Mas acabou significando prejuízo ao governo. Só para guardar esse equipamento seria coisa de R$ 1 milhão por mês. E não tem mercado para vender, nem para alugar. Enquanto isso, eles vão se deteriorando”,  reconhece um aliado de Cid Gomes.

Em agosto de 2014, governo federal e estadual interromperam os pagamentos. Segundo o governo cearense, a interrupção dos pagamentos se deu porque a Cetenco judicializou o processo, e a reformulação do consórcio ocorreu por causa da desistência da empresa paulista, que não foi corroborada pela outra empresa do consórcio, a Acciona

Durante este período, a Cetenco foi excluída do consórcio devido vários problemas. A construtora cearense Marquise, que fez parte do consórcio que ficou em segundo lugar na licitação, informa que foi convidada pela empresa detentora do contrato, aceitou compor o consórcio e destaca que a nova composição foi referendada pelo TCU.

A Acciona não comenta contratos com clientes, mas informa que a Cetenco pediu rescisão do contrato administrativo. A espanhola informa que recebeu a Marquise no consórcio porque “havia a necessidade de ter uma empresa brasileira líder no consórcio, conforme estabelece a Lei 8.666/93”. O Congresso debate uma reforma na lei das licitações, a própria 8.666/93.

Com as informações de O Globo


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

5 Comentários deste post

  1. Mais um absurdo com o dinheiro do contribuinte.

    Mauri /
  2. Esse acaba sendo o problema quando se fala em obras no Brasil. Regra simples: se é algo de benefício para a população e os custos estão justos, não precisa de tanta fiscalização, ao contrário: que se alivie as leis e deixem as obras ocorrerem.

    Se há problemas, que se resolvam de forma ágil, sem delongas, sem enrolações. Senão ficamos em um mar de processos judiciais e obras paradas que no final só travam o desenvolvimento do país.

    O problema é que “todos” querem “mamar” no Estado. Resultado: por causa de brechas na lei, quem não tinha condições de fazer a obra impede quem quer fazer a obra de terminar esta.

    Perde-se dinheiro e tempo investido, equipamentos e principalmente, melhorias futuras.

    Agora se me falarem que esta obra ia ser inútil de qualquer maneira, a pergunta é: por que raios começaram a projetar?

    Anonimato /
  3. Que vergonha.

  4. bela foto…obrigado por postar

    haroldo /
  5. Obra cara , é obra parada.

    Felix /

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