VLT

Rio aposta no mesmo erro de segregação

O VLT Carioca é bacana, mas o Rio de Janeiro não tem sido o melhor exemplo em mobilidade e desenvolvimento urbano. Há uma série de problemáticas na cidade de forma geral que são sustentadas por especulações imobiliárias e para os mega eventos. Não se pensa numa cidade para os cariocas, mas sim para os turistas.

A crítica é diretamente à Operação Urbana Porto Maravilha. O VLT é um ótimo meio de transporte, inclusive o da baixada Santista. Mas no caso do Rio, existem muitas outras coisas por trás disso…

A capital fluminense tem características muito interessantes e bem particulares, mas precisa de uma drástica reforma no consentimento do fazer cidade. Aliás, para quem se faz cidades. O VLT é parte do Porto Maravilha, uma Operação Urbana que visa requalificar a Zona Portuária, no Centro. A questão está nas intenções por trás disso. Por um lado, um novo pólo de investimentos e releitura da história, mas por outro, a gentrificação (substituição de perfis de renda) de uma área amplamente habitada por pessoas de baixa renda. A justificativa das ações neoliberais para isso muitas vezes se resume às zonas demarcadas para receber habitação social.

Porém, não é apenas isso que garante a permanência dessa população no local. Em entrevistas de Eduardo Paes, o prefeito disse que a intenção é que as pessoas voltem a se aproximar do Centro (diante do espraiamento até a Zona Oeste), mas não adianta garantir que pessoas de média e alta renda tenham acesso se as de baixa renda forem excluídas para as periferias. Não é apenas uma crítica social, mas também urbanística, visto que a cidade continuaria apostando no mesmo erro que a condenou desde sempre: a segregação.

Sobre o autor do post

Lucas Chiconi

Paulistano, estudante de Arquitetura e Urbanismo e Fotógrafo especializado em paisagens urbanas.

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