SPTrans muda regras do Passe Livre Estudantil

Foi publicado na edição do Diário Oficial da Cidade deste sábado, 8, mudanças que impactam o Passe Livre Estudantil, benefício da prefeitura de São Paulo a estudantes da rede municipal, estadual e federal.

 

Antes, o estudante tinha uma cota diária para poder usar até 8 ônibus municipais gratuitamente em um prazo de 24 horas. Agora, com a nova medida, só havreá 2 cotas diárias com duração de 2 horas cada, podendo usar até 4 ônibus por cota.

 

A medida visa diminiuir os subsídios passados a empresas de ônibus que já atingem mais de R$ 2 bilhões por ano. Outro ponto da medida é que a gestão municipal via que o benefício anterior acabava pagando o transporte de estudantes ao trabalho, fazendo com que as empresas não pagassem mais o vale transporte.

 

As mudanças começam a valer no dia 1º de agosto. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes informou que espera obter uma economia de R$ 70 milhões com a medida.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

9 Comentários deste post

  1. Outro com mesquinharia em cima do lado mais fraco da corda

    Gapre / Responder
  2. Se o governo Dória estivesse preocupado em otimizar custos, teria adotado a troca da tração da frota, pois hoje os ônibus consomem 400 milhões de diesel por ano e percorrem 840 milhões de km ano a um custo de R$ 1,24 /Km quando um veículo a GNV consumiria R$ 0,89/ Km, um híbrido R$ 0,81/Km e um trólebus R$ 1,15/Km. E essa é uma luta que muitos participam (jornalistas, ongs, fabricantes de veículos, médicos, especialistas na área,etc) mas que a prefeitura não reconhece. A adoção de tecnologias limpas traria benefícios para toda a sociedade e otimizaria os custos.

    Sabiam que a publicidade e a exploração comercial de terminais pela SPTrans representam apenas 2% de tudo o que é arrecadado na conta do sistema? Esse número é pífio diante das inúmeras possibilidades de incremento de receita (envelopamento de ônibus, construção de shoppings, torres comerciais,etc sobre os terminais, etc), então penalizar os estudantes para economizar alguns reais não é inteligente. Se existem fraudes, a SPTrans deveria combatê-las ao invés de cortar benefícios. E em um momento de crise e de queda no número de viagens, incentivar um maior número de viagens é incentivar a economia.

    Graças à essa medida absurda, um estudante que se utilizava do benefício para ir a um cinema ou shopping, vai preferir ficar em casa e aí o imposto que seria arrecadado através do seu deslocamento à esses pontos comerciais se perde. O passe livre foi uma forma de trazer dignidade ao estudante de baixa renda e fomenta a economia ao permitir que o custo da meia tarifa fosse empregado em outras atividades que geram arrecadação de impostos.

    Numa situação de crise, desemprego, você tem que incentivar as pessoas a viajar, consumir, além de gerar empregos (memso que temporários). Não vemos das nossas autoridades nem uma coisa nem outra. Ao invés desses fajutos” mutirões cidade linda”, qual a dificuldade de montar frentes de trabalho de desempregados e os colocar para limpar e manter durante 1 ano ou mais pontos de ônibus, terminais, realizar a manutenção dos corredores (cortar/podar árvores,etc)?

    Até os anos 1990 eram comuns essas frentes de trabalho de desempregados. Com renda, devolve-se a dignidade ao cidadão. Cortar benefício de estudantes não adianta nada. Se existem fraudes, que tal combater as fraudes ao invés de penalizar a todos por conta de uma minoria. A medida da prefeitura soa como matar alguém gripado para acabar com a gripe, ao invés de tratá-la.

    Ivo Suares / Responder
  3. Nota 1000 para este comentário de Ivo Suares…

    Santos / Responder
  4. Esse indivíduo que infelizmente temos como governo Municipal de SP, até o fim de sua gestão em 2020, irá desfazer de muita coisa que Fernando Haddad fez; Aos poucos já estamos vendo ciclovias sendo abandonadas; Após o aumento de velocidade nas marginais voltou a ter problemas de acidentes novamente; ESSE NEGOCIO DE CIDADE LINDA TÁ POR FORA DA REALIDADE, lamento… As Escolas municipais em alguns lugares estão péssimas no ensino fundamental; Tantas prioridades que precisam ser feitas e sair do papel, não faz; E, coisas que não tem nada haver e desnecessário que de nada traz benefício a ninguém, acha conveniente fazer… Absurdo ao meu visto…

    Santos / Responder
  5. As fraudes devagarinho vão minando e lá na frente seremos surpreendidos pelos rombos de custos sendo revertido em desvios. E nós população sendo lesados, pagando impostos obrigatoriamente para tais vantagens, favorecerem os corruptos…

    Santos / Responder
  6. Ao invés de sucatear o bilhete único e reduzir direitos, a prefeitura deveria ir até Hong Kong e se inspirar no bilhete Octoplus, utilizado em todos os transportes da cidade, como carteira estudantil, como cartão de crédito e débito e até como cartão de identidade. Tudo num único cartão.

    O sistema de ônibus de São Paulo custa R$ 7 bilhões. O fim do passe livre proposto por Dória e Avelleda vai poupar R$ 70 milhões. Nossa mas que “grande” economia…enquanto isso a manutenção dos cobradores de ônibus dá um prejuízo de R$ 600 milhões ao sistema (e só são mantidos por conta do sindicato deles ser violento e ameaçar a cidade). A operação e manutenção dos terminais de ônibus dá mais R$ 600 milhões de prejuízo (só que tem uma empresa lucrando com isso) e por aí vai. Mas entre cortar custos do sistema e tirar direitos, Dória e Avelleda prefeririam tirar direitos, provando que a corda estoura do lado mais fraco.

    Ivo Suares / Responder

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