Motiva

Por que a Linha 17 trepida menos que a Linha 15?

Divulgação: BYD

A Linha 17 do Metrô de São Paulo completou sua primeira semana de operação ampliada, agora enfrentando os horários de pico e um volume maior de passageiros. O monotrilho chega a essa nova fase funcionando em modo automático, com tecnologias que não existem na Linha 15 e com um formato de operação em Y, algo inédito na rede paulistana.

🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:

✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp

✅ Canal do Via Trolebus no Telegram

Em entrevista ao Via Trolebus, o gerente de operações do Metrô, Milton Junior, avaliou como positiva a primeira semana de operação ampliada da Linha 17 e destacou os avanços tecnológicos do monotrilho em relação à Linha 15.

Segundo o gerente, a demanda nos dias úteis já gira em torno de 25 mil passageiros. “Hoje nós temos em média 25.000 passageiros por dia na Linha 17”, afirmou. O movimento de fim de semana também chamou a atenção da equipe. “Sábado foi uma surpresa positiva também, porque no último sábado nós tivemos 10.000 passageiros. Metade, mas está dentro da nossa margem, da nossa expectativa. Foi um volume bom.”

Com a operação ampliada, a linha passou a enfrentar os horários de maior movimento, especialmente o pico da tarde, quando a interação com os passageiros se torna mais intensa. “Evidentemente, aí começa a vida real, porque a gente está pegando o pico. Você começa a ter o passageiro interferindo com a operação comercial literalmente, seja pelo volume de demanda, seja por questões pontuais de operação, alguém que segura uma porta, uma escada que é desligada, e por aí vai, e as nossas equipes precisam intervir”, explicou. Ainda assim, o balanço é favorável: “A gente entende que tem sido absolutamente positiva a nossa avaliação dessa primeira semana de operação.”

Divulgação: BYD

Operação automática

De acordo com Milton Junior, a linha já funciona em modo automático, com os profissionais atuando no monitoramento. “Todas as atividades do sistema de sinalização, que é em CBTC, estão correndo em AM, que é o nosso automático”, disse.

O modo semiautomático, com intervenção do operador, fica restrito a situações específicas. “Alguém segurou a nossa PSD, a nossa porta de plataforma, e precisou dar um reciclo. A porta não fechou ou não abriu, e aí o operador acaba intervindo.”

Aprendizado com a Linha 15

O gerente ressaltou que o projeto da Linha 17 se beneficiou da experiência acumulada pelo Metrô com a Linha 15, principalmente na relação entre a via e o trem. “Quando você anda na Linha 15, você percebe uma trepidação que você não vê na Linha 17. O trem é muito mais suave, mesmo nos pontos de parada.”

O próprio trem também traz recursos que não existem na Linha 15. Um deles é a suspensão com bolsa de ar, que ajuda a reduzir a trepidação. Outro é o alinhamento automático com as portas de plataforma, chamado de jogging. “Às vezes, se o trem dá o que a gente chama de parada longa, ou seja, passa do marco de parada, automaticamente ele se ajusta em relação ao ponto de parada da porta de plataforma, sem depender de uma intervenção humana”, detalhou.

Por fim, Milton Junior destacou o aprendizado na própria operação comercial, aplicado agora em um formato novo para a companhia. “A gente evoluiu muito, aprendeu muito com a Linha 15 e pôde apresentar esses conhecimentos de forma aplicada, ainda que numa operação em Y, que é algo absolutamente inédito para o Metrô de São Paulo.”

O ramal funciona atualmente das 6 horas da manhã até as 20 horas, de segunda a sábado.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
Via Trolebus