A Alstom, líder global em mobilidade inteligente e sustentável, assinou contratos no valor de 1,2 bilhão de euros com a TransPennine Express (TPE) para o fornecimento e a manutenção de longo prazo de uma nova frota de trens bateria-elétricos. Segundo a Alstom, os trens serão projetados e fabricados no Reino Unido e vão transformar as viagens ferroviárias no norte da Inglaterra, além de apoiar a execução do programa Transpennine Route Upgrade (TRU).
De acordo com a empresa, os acordos combinam um contrato de material rodante de aproximadamente 930 milhões de euros, para 29 unidades múltiplas bateria-elétricas (BEMUs) de cinco carros, com contratos de manutenção avaliados em cerca de 230 milhões de euros. A Alstom informa que a frota começará a ser entregue a partir de 2032 e vai apoiar a descarbonização contínua de um dos corredores ferroviários mais importantes do Reino Unido.
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Segundo a companhia, o pedido representa a primeira aplicação da plataforma Adessia Stream no Reino Unido e vai entregar a primeira frota britânica de trens bateria-elétricos de longa distância, combinando alto desempenho, flexibilidade operacional e mobilidade sustentável.
Rob Whyte, diretor-geral da Alstom no Reino Unido, classificou o acordo como um marco para a ferrovia britânica. “Este acordo é um momento histórico para a ferrovia britânica, e não poderíamos estar mais orgulhosos pelo fato de os primeiros trens bateria-elétricos de longa distância do país serem projetados e fabricados na Grã-Bretanha. A frota vai transformar as viagens no norte da Inglaterra, ao mesmo tempo em que mostra o melhor da engenharia, inovação e manufatura avançada britânicas”, afirmou.
Segundo Whyte, o investimento também gera empregos. “Além dos benefícios para os passageiros, este investimento vai sustentar mais de 350 empregos altamente qualificados em Derby e mais de 5.500 posições em toda a nossa cadeia de fornecedores no Reino Unido, ajudando a criar oportunidades, desenvolver habilidades e impulsionar o crescimento econômico em comunidades por todo o país.”
De acordo com a Alstom, os trens foram concebidos especificamente para viagens regionais de longa distância, com 121 metros de comprimento, velocidade de até 177 km/h (110 mph) e cerca de 300 assentos por composição, incluindo uma área de primeira classe com serviço de catering. Por serem os primeiros trens novos operados pela Great British Railways (GBR), a companhia informa que eles também oferecerão Wi-Fi, ar-condicionado, tomadas de energia e USB-C em cada assento, mais espaço para bagagens, sistemas de informação em tempo real aos passageiros, CCTV, espaço dedicado para bicicletas e interiores mais silenciosos e confortáveis.
Embarque nivelado
Segundo a Alstom, uma das características centrais da nova frota é o embarque nivelado em todas as portas, o que contribui para uma experiência mais inclusiva e acessível aos passageiros, além de reduzir o tempo de parada nas estações. A companhia informa que cada trem também contará com três espaços dedicados para cadeirantes, dois banheiros acessíveis, áreas para famílias e espaço para carrinhos de bebê.
De acordo com a empresa, a tecnologia de bateria dos trens permite operação livre de emissões em trechos ferroviários não eletrificados. A Alstom vai instalar infraestrutura de recarga em Hull, Scarborough e Saltburn, permitindo que a frota Adessia se recarregue durante a operação normal e apoiando a meta da TPE de operar uma rede totalmente descarbonizada. Segundo a companhia, essa será a primeira instalação desse tipo na rede ferroviária principal do Reino Unido, seguindo um modelo de sucesso já implantado pela Alstom na Irlanda.
Empregos e qualificação no Reino Unido
Segundo a Alstom, por ser a sede da plataforma Adessia, os novos trens serão projetados, desenvolvidos, fabricados e testados na histórica fábrica de Derby Litchurch Lane Works, a única fábrica de trens de ponta a ponta do Reino Unido. De acordo com a companhia, o pedido de material rodante da TransPennine Express vai sustentar mais de 350 empregos altamente qualificados em Derby e mais de 5.500 postos em toda a cadeia de fornecedores da Alstom no Reino Unido, com início da manufatura previsto para 2028 e geração de ao menos 360 milhões de libras em gastos com fornecedores britânicos.
O primeiro-ministro Andy Burnham também comentou o anúncio: “Já perdi as contas de quantas vezes alguém me parou para falar sobre o trem que nunca chegou. E quando isso acontece, significa turnos perdidos, compromissos perdidos e oportunidades perdidas. Hoje isso começa a mudar.” Segundo ele, “esses 29 novos trens vão trazer viagens mais rápidas e confiáveis para o Norte, além de milhares de empregos britânicos para a próxima geração.”
Segundo a Alstom, o contrato de manutenção, que vai sustentar mais de 100 postos de trabalho, terá duração inicial de oito anos, com possibilidade de extensão por mais oito anos, ajudando a maximizar a disponibilidade, confiabilidade e desempenho da frota ao longo de sua vida útil. A companhia também informa que vai treinar ao menos 36 aprendizes e 36 estudantes do programa T Level durante o contrato, além de beneficiar mais de mil membros da comunidade a cada ano por meio de seu programa de engajamento local.
A secretária de Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, também se manifestou sobre o acordo: “Este investimento histórico mostra como a GBR vai entregar viagens melhores para as pessoas, ao mesmo tempo em que apoia empresas britânicas. Esses planos ambiciosos de modernização significam que os passageiros poderão dizer adeus a trens a diesel lotados e atrasados, embarcando em trens elétricos mais rápidos e preparados para o futuro.”
Segundo a Alstom, o projeto demonstra a capacidade da empresa de entregar uma solução ferroviária completa, combinando material rodante, manutenção, depósito e infraestrutura de recarga dentro de um único programa integrado.
Chris Jackson, diretor-geral da TransPennine Express, também comentou o acordo: “Este é um investimento transformador de 1,2 bilhão de libras no futuro das viagens ferroviárias no Norte, entregando novos trens para nossos clientes, além de nova infraestrutura, novos empregos e benefícios econômicos de longo prazo.”
De acordo com a Alstom, a nova frota bateria-elétrica vai operar em serviços conectando destinos importantes no norte da Inglaterra, incluindo Liverpool, Manchester, York, Hull, Scarborough e Saltburn, apoiando o crescimento econômico e oferecendo aos passageiros uma experiência de viagem mais verde e confortável. Segundo a companhia, os novos trens — financiados pela investidora ferroviária Rock Rail — vão substituir parte da atual frota Classe 185 da TPE.
Mark Swindell, fundador da Rock Rail, também comentou o projeto: “Gostaria de agradecer à TransPennine Express, à Alstom e ao programa TRU por confiarem à Rock Rail o financiamento e a execução deste importante projeto. Na Rock, nos importamos em melhorar a experiência do passageiro; sentimos fortemente que este projeto vai entregar uma mudança significativa na experiência, nos tempos de viagem e no benefício ambiental.”
Um programa de pesquisa de três anos e um investimento de 35 milhões de libras resultaram no desenvolvimento da plataforma Adessia para o Reino Unido — a evolução mais recente da plataforma de trens Aventra, já comprovada em escala na Inglaterra, com frotas que somam mais de 18 bilhões de milhas percorridas por passageiros.
De acordo com a companhia, os trens Adessia Stream, com opções flexíveis de tração e design leve, entregam as capacidades necessárias reduzindo o custo de ciclo de vida. A Alstom destaca que a plataforma tem acessibilidade incorporada ao projeto, permitindo embarque sem assistência em 85% das plataformas ferroviárias já existentes no Reino Unido, graças ao embarque nivelado em todas as portas ao longo de toda a extensão do trem — o que reduz a necessidade de investimentos adicionais para adaptar a altura das plataformas.





