Motiva

Nova estação do Metrô terá garagem para 112 carros

A futura estação Parque Alexandra (ALEX), integrante do projeto da Linha 22-Marrom do Metrô de São Paulo, será construída no município de Cotia, conforme apontam as diretrizes do edital do projeto básico do novo ramal. De acordo com o documento oficial da Companhia do Metropolitano de São Paulo, a parada ficará localizada no lado norte da rua Doutor Ladislau Retti e marcará o início da Fase II de operação da linha, compreendida no trecho entre o Terminal Cotia (CTIA) e a estação Cotia-Km 26 (EEMB), integralmente situado dentro do município da Região Metropolitana. A linha 22 deve ligar Cotia a São Paulo, passando por Osasco.

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Para viabilizar a construção, será desapropriedada uma área de 55.805,99 m² ocupada antigamente por uma indústria e onde hoje funciona uma usina de reciclagem. O terreno fica situado entre as ruas Doutor Ladislau Retti e Philip Leiner, sendo delimitado a oeste pelo rio Cotia e a leste por um afluente. Por estar lindeira a uma Área de Preservação Permanente (APP) do rio Cotia, o edital do Metrô estabelece que o desenvolvimento dos projetos deverá dedicar atenção especial às normas ambientais vigentes.

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Requalificação urbana e microacessibilidade

A implantação em uma grande gleba de terra é apontada pela companhia como uma oportunidade estratégica para a requalificação viária do bairro. O projeto prevê o parcelamento do terreno original em três quadras urbanas e a abertura de duas novas vias públicas, conectando de forma direta as ruas Doutor Ladislau Retti e Philip Leiner, que atualmente encontram-se desconectadas. Devido à facilidade de acesso urbano e à falta de grandes barreiras viárias para os pedestres no entorno imediato, a estação não necessitará de acessos secundários.

Como proposta de microacessibilidade, o projeto do Metrô indica a construção de uma escadaria de pedestres ligando a rua Philip Leiner à rua José Fogliano, vencendo o desnível do terreno para encurtar o tempo de caminhada dos moradores. No plano de investimentos e simulação de demanda (cenário 40910 de setembro de 2022), a previsão é de que a estação registre um fluxo diário de 6.137 passageiros.

Integração de transportes e impacto no tráfego

A estrutura física da estação Parque Alexandra contará com uma ciclofaixa em seu terreno na rua Ladislau Retti, um bicicletário com capacidade para 100 vagas, além de 11 vagas exclusivas para a modalidade kiss and ride (parada rápida para embarque e desembarque de passageiros). O entorno também passará por reordenamento dos pontos de ônibus locais e melhorias nos acessos viários.

Pela sua proximidade com a rodovia Raposo Tavares (SP-270), o Metrô realizou um estudo específico de impacto de tráfego através de simulações. Os resultados técnicos indicaram que a instalação da estação causará impactos classificados como moderados e restritos ao sistema viário secundário adjacente, sem gerar alterações significativas ou comprometer o desempenho operacional da pista principal da rodovia Raposo Tavares.

Método construtivo e estacionamento para usuários

Segundo as especificações técnicas do edital fonte, a estação Parque Alexandra terá um desnível total de 25,62 metros entre a cota do seu acesso principal (nível 755,62 m) e o topo do boleto dos trilhos (cota 730,00 m). Ela será edificada pelo método de vala em trincheira, conhecido como Vala a Céu Aberto (VCA), aproveitando as dimensões favoráveis do lote e a profundidade reduzida da via permanente na região. O projeto básico identificou ainda a necessidade de remanejamento de galerias de drenagem que passam pelo terreno, o que deverá ser validado nas próximas etapas do planejamento.

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Estrategicamente, a vala desta estação deverá ser aberta ainda na Fase I de implantação da linha, pois servirá como ponto de emboque (entrada) para a máquina tuneladora (tatuzão) que escavará as vias em direção à futura estação Reserva Raposo (BOAV). O amplo espaço desapropriado servirá também para abrigar a fábrica de anéis de concreto da obra. Já os túneis de via que seguem rumo ao oeste serão executados por método convencional de escavação, programados para a segunda etapa do cronograma.

Por fim, o Metrô projetou um estacionamento alimentador com 112 vagas integrado à estação. O objetivo é incentivar a intermodalidade, permitindo que usuários deixem seus carros no local e sigam viagem pelos trilhos. A área de estacionamento ocupará de forma otimizada o pavimento intermediário, situado entre a superfície e as plataformas internas da vala. O plano diretor da área — inserida em Macrozona de Urbanização Consolidada (MUC) e Zona de Indústria, Comércio e Serviços (ZICS) — projeta a reorganização fundiária do espaço em três lotes novos (com 24.272,71 m², 12.547,37 m² e 7.715,79 m²), permitindo edificações futuras de elevado aproveitamento comercial.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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