A capital fluminense corre o risco de ficar sem transporte coletivo rodoviário a partir desta segunda-feira, 29 de junho de 2026. A diretoria do Sindicato dos Rodoviários referendou o início de uma greve por tempo indeterminado após deliberação em assembleia realizada no bairro de Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Os profissionais do setor mantêm a exigência pelo cumprimento integral da pauta de reivindicações do dissídio coletivo que já havia sido enviada ao sindicato patronal, o Rio Ônibus. Entre as principais frentes da categoria estão a alteração da data-base para o dia 1º de março, pisos salariais fixados em R$ 5 mil para condutores de veículos articulados e em R$ 4 mil para os condutores de linhas convencionais, além da extinção de vínculos temporários de trabalho com a efetiva contratação via CLT para as equipes que atuam no sistema BRT.
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A lista de pedidos inclui também vale-alimentação no valor de R$ 1 mil, escala de trabalho no formato 5×2, garantia de passe livre para os rodoviários, pagamento indenizatório referente aos 30 minutos do intervalo de almoço e a inclusão de planos de saúde e odontológico para os trabalhadores.
De acordo com o posicionamento do sindicato laboral, a contraproposta financeira apresentada pelas empresas de ônibus prevê correções consideradas insuficientes pela categoria. O índice oferecido elevaria os vencimentos dos motoristas convencionais de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, representando um acréscimo de R$ 150,15. Para os operadores de articulados (com habilitação na categoria E), o vencimento subiria R$ 180,17, migrando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. No caso do auxílio-alimentação, o reajuste proposto em mesa de negociação foi de R$ 29,00, alterando o benefício atual de R$ 660,00 para R$ 689,00.






