O Governo do Estado de São Paulo formalizou a contratação de serviços especializados de levantamento aerofotogramétrico planialtimétrico georreferenciado. O mapeamento aéreo tem como objetivo subsidiar os estudos técnicos para a expansão da malha ferroviária voltada ao transporte de passageiros em território paulista.
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O extrato do contrato, realizado por meio de Ata de Registro de Preços, foi publicado na edição desta quarta-feira (24) do Diário Oficial do Estado. O processo administrativo tramitou sob o número SEI 386.00003752/2025-01 (UASG 373201).
A empresa vencedora da licitação, realizada na modalidade Pregão Eletrônico, foi a Solo Topografia e Georreferenciamento Ltda. (CNPJ 20.522.473/0001-66). O valor global homologado para a execução das atividades é de R$ 439.999,96, tendo como base econômica o mês de maio de 2026.
A assinatura do acordo ocorreu no dia 18 de junho de 2026 e o prazo de vigência estabelecido para a prestação dos serviços é de 12 meses. O procedimento contou com o respaldo jurídico do Parecer GRJ nº 102, emitido em 19 de março de 2026.
Nova malha de trem
O Relatório Integrado de 2025 da CPTM detalhou o Plano Estratégico Ferroviário do Estado de São Paulo (PEF-SP 2050), diretriz que estabelece o traçado, as especificações técnicas, a infraestrutura e as projeções de custos (CAPEX e OPEX) para a expansão do transporte sobre trilhos. Elaborado em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), o plano técnico tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2026.
O planejamento de longo prazo inclui o desenho de uma nova linha férrea até o Paraná. O trajeto até Curitiba é classificado como um projeto greenfield, o que significa que precisará ser construído totalmente do zero, em locais que hoje não possuem infraestrutura ferroviária.
A proposta inicial desenhada pela CPTM projeta prolongar os trilhos a partir do município paulista de Cajati. O traçado preliminar indica paradas em:
- Barra do Turvo (SP)
- Campina Grande do Sul (PR)
- Colombo (PR)
- Curitiba (PR) – Estação terminal
A implantação do trecho entre Registro e a capital paranaense é apontada como uma alternativa viável para desafogar a rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A estrada federal registra um movimento diário de 174 mil veículos por suas praças de pedágio, com um fluxo composto majoritariamente por transporte pesado: os caminhões representam 84,5% do tráfego, enquanto os automóveis leves somam apenas 15,5%.
O mapeamento de expansão aponta ainda para outras rotas no estado paulista. Um dos projetos prevê uma linha partindo de Sorocaba em direção a Marília. Este mesmo trajeto ferroviário foi identificado pela Secretaria de Parcerias e Investimentos como um dos eixos potenciais para receber futuras rotas do Trem Intercidades (TIC). O plano estratégico da CPTM também coloca em análise a viabilidade de um ramal conectando a Região Metropolitana de Sorocaba diretamente à Baixada Santista.






