A troca da extinta Linha 18-Bronze do Metrô por um corredor de ônibus foi criticada pela atual gestão municipal de São Bernardo do Campo. Em entrevista ao Repórter Diário, o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, afirmou que faria diferente.
“O Metrô poderia estar passando naquele local, pensando a médio prazo. Mas, enfim, agora não cabe a nós mais ficar criticando.”
O monotrilho foi descontinuado em 2019, após a gestão Doria alterar o projeto de um sistema de alta capacidade para um corredor de ônibus. Na época do projeto da Linha 18, o Metrô chegou a divulgar que a linha teria uma demanda de 340 mil passageiros por dia. Naquele ano, a extinta EMTU falava em 170 mil passageiros por dia.
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O monotrilho cumpriria o trajeto em 29 minutos, enquanto o BRT, em sua modalidade expressa, deve percorrer o trajeto em 40 minutos. O projeto da Linha 18, entretanto, é mais caro, em torno de R$ 4,2 bilhões, enquanto o BRT custa cerca de R$ 1,2 bilhão.
A conclusão na época chegou a ser prometida para 18 meses, mas até agora não saiu. A promessa mais atual é entregar o trecho entre São Bernardo e São Paulo, passando por Santo André e São Caetano do Sul, até outubro. Por conta dos atrasos, o governador Tarcísio de Freitas fala em caducidade, e o BRT ABC atribuiu os atrasos à demora de licenças e trabalhos de terceirizadas.
O prefeito ainda defendeu que, quando foi renovado o contrato de concessão do trólebus, houve o acréscimo das linhas intermunicipais da Área 5. Nesse momento, o chefe do Executivo afirma que seria melhor acrescentar o projeto do monotrilho, que estava pronto, ao invés de refazer o processo para o projeto do BRT: “era muito melhor para a região”, afirmou.





