As capitais Recife e Fortaleza possuem hoje redes de transporte sobre trilhos. Enquanto a capital pernambucana é atendida pelo Metrô e pelos Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) da CBTU, a metrópole cearense conta com o sistema Metrofor, que opera linhas de Metrô e VLT em sua região metropolitana.
No passado, porém, a conexão entre essas cidades ia muito além dos limites urbanos. Na década de 1970, o Expresso Asa-Branca, operado pela extinta RFFSA, realizava a ligação de longo percurso entre Pernambuco e Ceará, atravessando também o estado da Paraíba.
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O serviço era reconhecido pelo alto padrão de conforto e possuía paradas estratégicas em diversas localidades, como Campina Grande, Patos, Sousa, Iguatu e Quixadá. Registros do site História Ferroviária Paraibana indicam que, em 1975, o trajeto entre Campina Grande e Recife levava menos de cinco horas — um tempo competitivo, considerando que hoje o mesmo percurso é feito de carro em aproximadamente 3h25.
As operações do Expresso Asa-Branca foram encerradas no início dos anos 80. O serviço foi uma das muitas vítimas da política do governo militar, que priorizou investimentos maciços no modal rodoviário, levando ao sucateamento e à supressão de importantes linhas ferroviárias de passageiros em todo o Brasil.










