A história do ônibus com pantógrafo e duas frentes

Os ônibus biarticulados são variantes de veículos sobre pneus que contam com duas articulações em sua estrutura. A produção desses gigantes não é comum a muitas fabricantes, o que faz com que sua presença seja restrita a localidades específicas. Embora os modelos movidos a diesel sejam a maioria, existem também os trólebus biarticulados. Na Europa, inclusive, essa tecnologia de veículos com hastes (alavancas) passou por uma expansão recente, permitindo a recarga de baterias que garantem autonomia mesmo quando desconectados da rede aérea. Esses modelos modernos são frequentemente chamados de light-tram, ou bonde-leve.

🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade urbana:

Canal do Via Trolebus no WhatsApp

Canal do Via Trolebus no Telegram

No que diz respeito à origem dos biarticulados, o precursor desse conceito foi justamente um trólebus. Ele possuía duas características típicas do modal ferroviário: era equipado com pantógrafos e possuía configuração bidirecional, ou seja, tinha duas frentes de operação.

Este modelo pioneiro surgiu na década de 1980, desenvolvido pela Mercedes-Benz sob o prefixo O305GG. Por ter sido projetado para rodar exclusivamente em guias com trilhos, ele também pode ser classificado como um Veículo Leve sobre Pneus (VLP). No entanto, devido a essa limitação operacional, o projeto acabou sendo abandonado após um ano de testes.

Ainda naquele período, outros países como Alemanha e China apresentaram seus próprios modelos de três segmentos. Mas foi em 1991 que a Volvo Latin America lançou o chassi B58E na cidade de Curitiba. Diferente dos modelos monoblocos integrados de outros países, a Volvo fornecia o chassi separadamente, permitindo que a fabricante Ciferal fizesse o encarroçamento do primeiro modelo. Esse lançamento foi o grande responsável por popularizar esse tipo de veículo.

Via Trolebus