Motiva

Estudo previu Linha 4-Amarela em Campo Limpo

Renato Lobo | Via Trolebus

Nessa semana, um site ligado ao governo estadual destacou a espera e a ansiedade dos moradores com a chegada da Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão da Serra. A promessa de extensão, que está no radar há pelo menos 15 anos, agora tem obra em execução, com previsão de conclusão para o início da próxima década.

A extensão é de 3,3 quilômetros, a partir de Vila Sônia até Taboão, passando pela futura Estação Chácara do Jockey, no eixo formado pela Avenida Francisco Morato e pela Rodovia Régis Bittencourt.

Um estudo recente levantou a possibilidade de a linha, que hoje começa na Estação Luz, ganhar novas paradas e chegar, por exemplo, ao Terminal de ônibus Campo Limpo. O “Relatório Ambiental Preliminar – RAP”, publicado no site da operadora, analisou pelo menos seis opções de traçado. Algumas delas incluíam estações novas tanto na capital quanto em Taboão da Serra.

A Alternativa 01 previa a Estação Terminal Praça Nicola Vivilechio. A proposta se mostrou muito incompatível com o desenho urbano e o relevo da região, e as adaptações necessárias causariam grande impacto ambiental.

A Alternativa 02 levaria o metrô até o futuro Terminal São Francisco, com a Estação Vida Nova (Ponto 05), na BR-116, como parada intermediária. O trajeto teria 5.275 metros no total. Esse número inclui a área de estacionamento de trens depois da Estação São Francisco (Ponto 06) e cinco VSEs: quatro entre as estações e uma no fim do pátio.

A Alternativa 04 pertencia ao conjunto de propostas que acompanhavam a Estrada do Campo Limpo e o Córrego Pirajussara. Ela estendia a Linha 4 até o Terminal de Ônibus Campo Limpo, administrado pela São Paulo Transporte S/A (SPTrans). Ali haveria integração com linhas municipais de São Paulo e da Artesp, além de uma possível ligação com o monotrilho entre Capão Redondo e Vila Sônia, que a SPTrans planejava na época.

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A proposta foi descartada porque o terminal ficaria a 2,8 km da Estação Campo Limpo da Linha 5-Lilás. O estudo avaliou que a região é mais densamente ocupada que o entorno da Rodovia Régis Bittencourt. Mesmo assim, as duas opções invadiriam a área de influência da Linha 5 e deixariam sem atendimento bairros populosos da periferia de Taboão da Serra. Nesse cenário, os moradores teriam de ir até o Largo do Taboão para embarcar na Linha 4.

A opção mais extensa levaria o metrô à Estação Paulo Ayres, pelo eixo da BR-116, com quase seis quilômetros a partir de Vila Sônia.

O relatório conclui que a Alternativa 02 é a mais viável. Ela tem desapropriações mais baratas e atende Taboão da Serra e outras áreas, graças à integração com várias linhas de ônibus. Também oferece mais margem para futuras extensões, algo essencial em regiões que crescem rápido.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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