Em 2024, a Prefeitura de São Paulo apresentou o PlanHidro SP, projeto que combinava transporte hidroviário e requalificação urbana
Naquele ano, a Prefeitura de São Paulo havia divulgado o PlanHidro SP, um plano que previa a implementação do transporte hidroviário de carga e passageiros, além da revitalização de áreas urbanas próximas às margens dos rios da cidade.
Elaboração do plano
Segundo um documento de Consulta Pública acessado à época pelo Via Trolebus, o plano foi desenvolvido com a colaboração de 18 órgãos de diferentes áreas técnicas e especialidades, por meio de um Grupo de Trabalho Intersecretarial. A primeira audiência pública sobre o projeto havia sido realizada naquele mesmo período.
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Objetivos do PlanHidro SP
O projeto contemplava intervenções e construções de infraestrutura, como eclusas, pontes e conexões com as orlas fluviais. A expectativa era aproveitar até 180 km de vias navegáveis, integrando o transporte hidroviário a novos parques fluviais e melhorando o acesso às margens dos rios.
Além do transporte, estavam previstas iniciativas culturais e econômicas, atividades de esporte e lazer, educação ambiental e convênios de cooperação técnica e científica. O objetivo era alinhar políticas públicas existentes com a experiência acumulada em desenvolvimento urbano fluvial.
Divisão do transporte hidroviário
O PlanHidro SP organizava o transporte hidroviário em dois eixos principais: hidrovias em canais e hidrovias em reservatórios.
Locais previstos para transporte hidroviário
Reservatório Billings, Reservatório Guarapiranga, Canal Superior do Rio Pinheiros, Canal Inferior do Rio Pinheiros, Canal Central do Rio Tietê, Canal Leste do Rio Tietê e Canais do Rio Tamanduateí.

Hidrovia no Rio Tietê
O documento detalhava a implantação da Hidrovia Urbana do Canal Central do Rio Tietê, que teria 25 km de extensão, ligando o Cebolão ao Parque Ecológico do Tietê. Para isso, estavam previstos serviços de dragagem de até 2 metros de profundidade.

Estrutura e ecoportos
A hidrovia contaria com sete ecoportos para passageiros e cargas: Ilha Orion, Vila Boas, Pirituba, Sumaré, Cruzeiro do Sul, Parque Novo Mundo e Tiquatira, além da Eclusa da Penha. Também estavam previstas 10 novas pontes para pedestres e um centro esportivo náutico.
Prazos e custo do projeto
Trecho inicial do Canal Central: custo estimado de R$ 1,34 bilhão, com previsão de 30 embarcações ao todo, sendo 14 para passageiros e 16 para carga e manutenção.
Expansão até Itaquera: o projeto também previa uma extensão de 12 km até Itaquera, com a construção de mais quatro ecoportos e a inclusão de 26 embarcações, das quais 10 seriam destinadas a passageiros. Custo estimado: R$ 1,68 bilhão.
Prazo total de conclusão
O desenvolvimento das hidrovias do Rio Tietê integrava a terceira etapa do projeto, com entrega prevista até 2034.
O PlanHidro SP prometia não apenas transformar a mobilidade urbana da capital paulista, mas também revitalizar importantes espaços ao longo das margens fluviais da cidade.






