A implantação de uma linha de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Vila Velha (ES) é uma das propostas mapeadas pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades. A ligação sobre trilhos consta em documentos estratégicos locais, como o Plano Diretor de Ordenamento de Transporte e Mobilidade Urbana (PDTMU, 2008) e o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI, 2018).
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Embora o planejamento original previsse o modal sobre trilhos, a análise do ENMU considerou também a troca de tecnologia para BRT. Assim, a simulação do VLT figura no levantamento como uma ficha de projeto alternativa para o trecho de 8 quilômetros de extensão, que cruza o município de norte a sul a partir do Terminal Vila Velha.
Investimentos e projeção de demanda
Conforme os dados apresentados no estudo do BNDES e do Ministério das Cidades, a implantação do VLT em Vila Velha prevê um investimento inicial total de R$ 827 milhões. O montante é composto por:
Infraestrutura: R$ 619 milhões.
Frota de veículos: R$ 208 milhões.
A projeção de demanda para o corredor estima 84.028 embarques diários até o ano de 2054.
Parâmetros técnicos e operacionais
O projeto simulado no ENMU contempla uma infraestrutura em faixa ou pista exclusiva à esquerda e apresenta as seguintes especificações operacionais:
Extensão e paradas: 8 km de extensão, com 16 estações e 1 terminal de integração (Terminal Vila Velha).
Operação: 1 linha prevista, operada por uma frota estimada de 5 veículos do tipo VLT (composição simples de 42 metros, com capacidade para 420 passageiros por composição).
Frequência e velocidade: Intervalo de 10 minutos no horário de pico, totalizando 6 viagens por hora nesse período, com velocidade operacional estimada em 30 km/h.





