Durante coletiva de imprensa, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou esperar recursos estaduais para o projeto do Bonde Digital Urbano no centro da capital.
Chamado pela atual gestão de Veículo Leve Elétrico (VLE), o novo modal foi anunciado em substituição ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no centro histórico. A alegação de Nunes para a troca está relacionada ao custo:
“A gente tinha o pré-estudo de R$ 4 bilhões e 100 milhões, nós readequamos e agora caiu para R$ 2 bilhões e 100 milhões. Por que? Tem uma questão técnica nesse processo: iria fazer sobre trilhos, mas trilhos têm que ter no máximo 9 graus em todas as pistas, a gente tem locais com 7 graus, então ficava muito arriscado você colocar trilhos.”
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Nesta semana, Nunes reforçou o pedido de auxílio ao governo estadual, destacando que as ações são conjuntas: “O Tarcísio vai pôr, inclusive, dinheiro no meu VLE. Não é? Ontem ele falou ‘eu vou pensar’, agora ele já falou que vai pôr”, disse o prefeito.
O governador Tarcísio de Freitas confirmou a possibilidade de parceria:
“A gente ajuda no VLE, mas ele ajuda a gente na Linha 5 e na Linha 17. E é verdade, porque a gente pode usar as operações urbanas na mobilidade urbana. Então, aí funciona. A gente vai trocando fontes, vai colocando recursos da Prefeitura, da operação urbana na mobilidade do Estado, nas duas linhas de metrô. E a gente, ao mesmo tempo, ajuda na mobilidade aqui no Centro”.
Poucas fabricantes
A tecnologia é dominada por fabricantes chinesas. O modelo BUD é produzido pela CRRC Nanjing Puzhen, enquanto o mercado também conta com o ART (Autonomous-rail Rapid Transit), fabricado pela CRRC Zhuzhou — uma empresa distinta, apesar da origem comum. Este segundo utiliza trilhos ópticos.
Já o VLE pode utilizar “trilhos magnéticos” instalados sob o pavimento, que funcionam como guias virtuais. Essa tecnologia permite que o veículo opere de forma autônoma e com alta precisão, eliminando a necessidade de trilhos de aço. Entretanto, a viabilização dessa operação autônoma ainda depende de regulamentação por parte do governo federal.
Os veículos são 100% elétricos e bidirecionais, podendo atingir até 70 km/h. Enquanto modelos maiores podem transportar até 600 passageiros, o veículo que será testado no Paraná possui três eixos, 30 metros de comprimento e capacidade para 280 pessoas, contando com cabine climatizada e acessibilidade integral.




