Rodovia Trem de Carga

Governo vai estudar nova ligação por Rodovia/Ferrovia entre Rodoanel e Santos

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão do Estado de São Paulo e a Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, tornaram público o início de um Chamamento Público para estudos de Projeto de Concessão para uma nova ligação de transporte entre o planalto e a baixada santista.

O site do Governo Estadual diz que o projeto é uma alternativa à Rodovia Anchieta, que pode saturar até o ano de 2035, e a nova ligação poderá ser feita ou por meio de uma rodovia ou por ferrovia, ou os dois modais.

O projeto chamado de “Linha Verde” pretende estabelecer um novo corredor logístico entre o Rodoanel até a Margem Esquerda do Porto e a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O novo eixo é pensando para o escoamento de cargas, do planalto até o Porto de Santos.

Os interessados em desenvolver oe estudos devem manifestar interesse até 26 de abril.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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    • Paulo, trecho de difícil construção (e cara), acobertada pela proteção ambiental. Demoraria muito para viabilizar a construção. Sem falar que a rodovia morreria na Padre Manoel de Nobrega, que não teria capacidade de comportar a demanda.

    • Paulo Afonso, concordo com você!
      Desenvolvimento com políticas ambientais sustentáveis, não são coisas antagônicas. Quaisquer pessoas com um mínimo de noções culturais sabem que investimentos em transporte, saneamento básico, urbanismo e infra-estrutura só trazem o progresso por onde passam. Os fatos refletem isto, o atual rodoanel sul não permite ligações periféricas secundárias em seu contorno, e que atravessa inúmeros mananciais, e o futuro norte estão levando em conta estas importantíssimas questões. Com todo respeito, acreditar que o único caminho viável é deixarmos do jeito que está, é no mínimo falta de informação.
      Dentre as obras do PAC, uma que deveria estar planejada e ser priorizada é ligação Rodo Ferroviária Parelheiros–Itanhaém, uma vez que o porto de Santos ultrapassou seu limite de saturação com filas de navios em de mais de 80 unidades, das quais podem ser avistados da Vila Caiçara em Praia Grande, além de que a Via Anchieta por ser a única via de descida permitida para ônibus e caminhões tem registrados congestionamentos e acidentes graves semanalmente, como do dia 22/02/2013 em que uma trompa d’agua na baixada paulista deixou o sistema Anchieta / Imigrantes em colapso, e o transito só foi restabelecido na madrugada do dia 24 seguinte, e em épocas de escoamento de safras também a Dom Domenico Rangoni (Piaçaguera–Guarujá) se torna congestionada diariamente, ao contrário do trecho já duplicado da Padre Manoel da Nóbrega, onde somente se fica com problemas em épocas pontuais na passagem de ano, ao porto de Santos, e os futuros portos de Itanhaém / Peruíbe.

        • Matheus,
          De fato me expressei mal quando não descriminei que seria “Porto sêco” e não porto para navio, pois lá não existe condições para isto como é Santos, os depósitos normalmente para o uso de conteineres como já pode ser visto por toda extensão da Padre Manoel da Nóbrega, assim como já existem no planalto, com relação ao conhececimento do local, morando em Praia Grande ainda possuindo moradia lá, e trabalhei em Cubatão de 1996 até outubro de 2020 na qual trafegava diariamente por esta rodovia com onibus fretado e nunca observei congestionamento, confirmando que somente se fica com problemas em épocas pontuais na passagem de ano e eventualmente no carnaval no trecho duplicado da Padre Manoel da Nóbrega.
          Mundialmente, e não só no Brasil em uma ferrovia o que possui maior rentabilidade e apresenta superávit é o serviço de cargas e não o de passageiros de média distância que são deficitários, no caso o trecho do planalto paulista até a baixada sendo uma concessão, existe um grande interesse desta em se construir uma linha com cremalheira paralela a existente.
          Causa estranheza que quando se trata de divulgar inumeráveis novas Linhas coloridas do Metrô, muitas delas com demandas e trajetos questionáveis, sempre existe verba, porém para o Ferroanel que seria construído paralelo ao Rodoanel não.
          Só o Ferroanel, a começar pelo Tramo Norte, que tem de longe o maior potencial de transporte, poderá resolver o problema retirando totalmente os trens cargueiros. Hoje, dos cerca de 2,5 milhões de contêineres que chegam anualmente ao Porto de Santos, apenas uma quantidade irrelevante 100 mil é despachada por trem, um meio de transporte mais rápido e econômico do que os caminhões.
          Com o Ferroanel, estima-se que o volume que por ele circulará chegue acima de um milhão de contêineres. Os benefícios para os setores mais diretamente ligados a essa atividade produtores e transportadores – e para a economia do País como um todo serão enormes.

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