Metrô SP

Obras da Linha 6-Laranja devem ter maior volume de trabalhadores no fim de 2021

Nesta terça-feira, 06 de outubro de 2020, o Governador João Doria deu início às obras na Linha 6-Laranja de Metrô. De acordo com autoridades estaduais, o volume de trabalhadores deve chegar ao ápice em dezembro de 2021, com 9 mil funcionários no processo.

É a maior obra de infraestrutura do Brasil e da América Latina do ponto de vista de investimento e de empregos diretos e indiretos. Um grandioso empreendimento aguardado com muita expectativa, não só pela população desta região da cidade, por todo Estado de SP e obviamente pela retomada do emprego e a retomada da geração de renda tão importante no momento ainda de pandemia”, disse João Doria.

Doria voltou a prometer que a linha será concluída em 5 anos. A concessão inclui ainda a aquisição de toda a frota, que deverá ter 22 trens, e prevê 19 anos para manutenção e operação. “A conclusão das obras está prevista para 2025 e agora nós não temos nenhuma razão para duvidar da sua continuidade e da obediência a este prazo. Isso foi muito estudado pela equipe do Metrô, pela equipe da Acciona, para que o cumprimento deste prazo seja feito. Não há mais obstáculo de natureza jurídica, nem administrativa, nem institucional, nem de falta de recursos”, afirmou o governador.

De ponta a ponta em 23 minutos

O ramal terá 15,3 km de extensão, ligando a Brasilândia a São Joaquim. O projeto inclui 15 novas estações e contará com integração para outras quatro linhas, do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O trajeto, que atualmente possui tempo médio de 1h30 e só pode ser feito por meio de ônibus no transporte público, passará a ser percorrido em apenas 23 minutos quando todo o trecho estiver em operação. “Com a redução de mais de uma hora no deslocamento de uma ponta a outra da linha, milhares de pessoas terão mais tempo para passar com a família, com os amigos, para se divertir e estudar, por exemplo. É um impacto importante na qualidade de vida dos passageiros”, disse o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Tomara que saia e não atrase mais. São Paulo e Grande SP precisam de muito mais metrô pesado, além de melhorar e ampliar o trem metropolitano(CPTM) e construir também uma vasta rede de média capacidade com VLTS(segregados ou não) e corredores de ônibus, que poderia ficar com o município. Os recursos são escassos e SP não pode deixar de investir em outras áreas como educação, cultura, saúde, segurança, saneamento, moradia, ciência e tecnologia e etc para fazer o metrô. Mas precisa dele também. De onde tirar bem mais recursos para construir, digamos uns 15 km(mais ou menos uns R$15 bi/ano) de metrô pesado por ano? Só vejo por onde com algumas medidas , mas que são difíceis politicamente de implementar ,principalmente no início por causa da desconfiança das pessoas: criar o pedágio urbano , taxar mais os automóveis com algum imposto adicional sobre combustível e/ou aumentar mais ainda o IPVA e vincular por uns 30 anos esses recursos à expansão do metrô pesado. Um fundo com esses recursos poderia inclusive atrair o setor privado para as Parcerias público-privadas, pois haveria certeza da contrapartida recursos do estado. Obras como o metrô são caras de fazer, mas têm um retorno social maior que o retorno privado, o que as justifica, pois os ganhos para a população, para a economia da cidade e para o meio ambiente são enormes. No entanto, temos um impasse: o estado não dispõe de recurso suficiente para fazer tudo, pois teria que parar de fazer o resto, que já não anda bem. Do outro lado, a taxa de retorno para o setor privado não é atrativa se o investidor fizer sozinho. Nesse caso, a PPP é a melhor solução, mas mesmo assim vai precisar de muita grana pública, no mínimo uns R$ 10 bi por ano, só para o metrô. Os outros R$ 5bi(1/3 do total) viriam do investidor privado.

  • De São Joaquim a linha deveria ser expandida até Cidade Lider na zona leste. Não deveriam ter alterado o projeto. Ao substituir este trecho pela linha violeta será preciso fazer um outro pátio e isto significa perda de tempo e dinheiro. Isto não é coisa de gestor e um mau uso do dinheiro público. Isto parece ser feito para atender a interesses privados. É triste ver o interesse público ser prejudicado em favor do interesse privado.

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