Estação Morumbi da Linha 17-Ouro | Foto: Metrô de SP
Monotrilho

Segunda decisão destrava obra do monotrilho da Linha 17-Ouro neste sábado

Com grande parte das construções paradas do monotrilho da Linha 17-Ouro, a promessa do governo estadual em entregar o eixo de transporte que vai conectar o Aeroporto de Congonhas com a malha metroferroviária em 2022, está cada vez mais distante.

Mas na última semana o projeto que teve as obras iniciadas em 2012, teve duas boas notícias. Nesta sexta, a justiça liberou o contrato de fabricação de 14 trens, e o Metrô ordenou que a BYD inicie a produção em 1º de outubro de 2020. O processo estava parada por contestação na justiça da primeira colocada na concorrência, mas que acabou sendo desclassificada.

Já neste sábado, 26 de setembro de 2020, a operadora publicou oficialmente que a proposta comercial da construtora Coesa Engenharia Ltda foi classificada na licitação para a conclusão dos trabalhos. Serão finalizadas as vias, além das estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e o pátio Água Espraiada. Este outro contrato também estava suspenso e sub judice.

Entenda a “novela” da Linha 17

Anunciada para a copa de 2014, o monotrilho da Avenida Roberto Marinho teve o início de suas operações inicialmente prometido para 2013, passou para 2014, depois para 2016, final de 2017, 2018, final de 2019, dezembro de 2020 e, atualmente, não há mais prazo.

As obras foram iniciadas em 2012, e interrompidas em outubro de 2015 e, em 18 de janeiro seguinte, o contrato foi rompido. Em 21 de junho de 2016, no entanto, após aproximadamente nove meses de paralisação, as obras da linha foram retomadas, com previsão de início das operações em 2018.

Construções do monotrilho da Linha 17-Ouro, entre Morumbi e Congonhas – Foto de Sergio Mazzi

Posteriormente, em 30 de março de 2017, o então governador Geraldo Alckmin anunciou que a Linha 17 estava agora prevista para operar em dezembro de 2019. Mas em março de 2019, o Metrô decidiu rescindir unilateralmente o contrato de construção do monotrilho.

Decidiu então desmembrar a licitação em duas partes: uma para finalização das obras e outra para fabricação de trens e sistemas.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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