VLT Carioca, Rio de Janeiro
VLT

Evasão de tarifa do VLT do Rio é menor que em sistemas Europeus, diz diretor da operadora

O Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT no Rio de Janeiro foi inaugurado no dia 5 de junho de 2016, e atualmente conta com 3 linhas e 28 km de extensão. Entre as caraterísticas diferentes dos demais sistemas de transportes brasileiros, está o pagamento da passagem de forma espontânea. Ou seja, o passageiro valida o bilhete em um dos validadores no interior do veículo, sem precisar rodar uma catraca.

O modelo sofreu críticas no início das operações, sobre uma eventual fuga em massa de usuários que não pagariam a passagem, ou então da ineficácia da fiscalização. Mas na prática, o método de cobrança acabou sendo bem aceito.

Durante a 26º edição da Semana de Tecnologia Metroviária, o Diretor de Engenharia e Operação do sistema, Paulo Ferreira, afirmou que a evasão é menor que em sistemas Europeus.

“Construímos uma relação de confiança com o usuário. Hoje, nossa taxa de evasão é em torno de 11%, porcentagem inferior à encontrada em países Europeus. Mostramos que quando as pessoas percebem a qualidade de um serviço, elas fazem questão de pagar por ele”, disse. Pesquisa mais recente do DataFolha, que apontou que o VLT Carioca conta com 92% de aprovação da população.

Foto: Concessionária VLT Carioca

Multa para quem não pagar

A Lei 6065, de 15 de abril de 2016, estabelece penalidades aos usuários do VLT Carioca que não efetuarem o pagamento espontâneo. As multas previstas são de R$ 170,00 (cento e setenta reais), e de R$ 255,00 (multa mais 50%), no caso de reincidência.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Parabéns aos cariocas! Essa é a prova de que o povo, ao ser tratado com dignidade e não como gado, sabe agir com dignidade e não como gado. O povo sempre deve receber de volta do poder público a devida infraestrutura com os impostos que paga. Olha que muita gente criticava o VLT do Rio, que não era necessário, que não ia ter demanda, que o povo ia esculhambar, que não ia durar… enfim, tá aí um belo tapa na cara desse pessoal.

    • O VLT do Rio roda com guardas o tempo todo para verificar a passagem, senão ninguém paga.

      Aliás, o contrato do VLT é nebuloso. A prefeitura do Rio prometeu ao consórcio um mínimo de 80% dos esperados 260 mil passageiros por dia ou então pagaria a diferença entre este valor e o realmente transportado.

      A previsão de 260 mil passageiros por dia era o cenário mais otimista possível e jamais se realizou. Hoje, se muito, chega a 110 mil passageiros/dia.

      Assim, a prefeitura do Rio passou a pagar essa diferença até não ter mais dinheiro (entre saúde, educação, segurança ou o VLT, escolheram o óbvio) e isso virou uma dívida alta para a cidade. A dívida está judicializada e a prefeitura fez um acordo para baixar a previsão mínima de demanda.

      Porém, em algum momento, terá que pagar a dívida milionária com o concessionário (com juros e correção monetária, afinal de contas a prefeitura assinou e terá de honrar o contrato). O povo, como sempre, foi feito de trouxa mas os políticos que promoveram o VLT desse jeito saíram como espertos.

      Mas isso não quer dizer que o VLT é ruim. Pelo contrário, quando bem implantado, ele é um vetor de desenvolvimento. O contrato do VLT do Rio, da forma como foi feito, foi um belo tapa na cara (e no bolso) da sociedade.

      • De longe se vê que vc não conhece o VLT do Rio. Primeiro que o VLT não possui “guardas”, possui simplesmente um fiscal no máximo por veiculo vestido de amarelo, facilmente identificável, sendo que o veiculo fica cheio e o passageiro pode simplesmente ir pra outra extremidade do VLT caso queira dar calote. Depois que o fiscal percorre o VLT todo, ele costuma parar de verificar os novos passageiros e muitas vezes sai do VLT pra fiscalizar o próximo.

        O BRT do Rio tem catracas e guardas nas estações. Mesmo assim, o calote é maior. Mesma coisa a SuperVia. Sinal de que não é truculência que faz as pessoas terem respeito pelo bem público como vc presume, mas sentir que aquele bem pertence a elas e que estão recebendo um produto/serviço de qualidade.

        Mais uma vez você joga no VLT a culpa por saúde e educação deficitárias. Antes do VLT qual era a sua desculpa pra saúde e educação deficitárias? Do que adianta manter dinheiro público guardado em cofres (ou sabe lá Deus onde) e não oferecer produtos/serviços de qualidade pra população? Por que vc sente tanta raiva em ver a população recebendo um transporte melhor?

        A obra interminável do rodoanel de SP é nebulosa e vc não fala nada. As concessões das linhas de metrô são nebulosas e vc não fala nada. A construção dos monotrilhos em SP é cara, demorada, completamente o oposto do que era prometido, e vc não fala nada. A linha 13 em SP dá prejuízo, não tem usuário, e vc não fala nada. Tudo isso é um belo tapa no bolso do paulista e você se omite. Qual é a sua, afinal, Ivo?

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