Monotrilho

BYD diz que pagaria desapropriações da “finada” Linha 18 do monotrilho

A linha 18-Bronze do monotrilho é considerado como extinto pela secretaria dos Transportes Metropolitanos. Mas após um grupo chinês ter mostrado interesse no projeto, forças do ABC paulista, região que seria beneficiada pelo novo eixo de transporte, tem se movimentando para tentar ressuscitar o meio de transporte.

O grupo Chinês BYD, que tem interesse em ressuscitar a extinta Linha, teria dito que bancaria as desapropriações do meio de transporte, de acordo com mais uma reportagem do site Diário do Grande ABC.

“Se for necessário, estamos dispostos a realizar as desapropriações. Basta saber se é possível que uma empresa privada possa realizar este tipo de trâmite. Mas reforço a informação, a BYD se coloca inteiramente à disposição do governo do Estado para que a Linha 18 seja executada com tecnologia de monotrilho”, declarou o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, ao jornal.

Em reunião ocorrida na semana passada em conjunto das Comissões de Transportes e Comunicações e de Assuntos Metropolitanos e Municipais, na Assembleia Legislativa, o Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, falou sobre os motivos dos cancelamentos da linha 18, sendo que as desapropriações eram um deles.

Elas (desapropriações) se iniciavam em R$ 600 milhões que atualizados chegava a aproximadamente R$ 1 bilhão, portanto a atualização do custo de obra em um objeto em que temos uma realidade como a Linha 15, com todos os desafios que já enfrentamos, uma realidade da Linha 17, com toda a paralisação e atraso, nós não deixaríamos que seja de defesa de vossa excelência”, diz o titular da pasta.

No ano passado o governo estadual cancelou a Linha 18 e anunciou um BRT por conta de custos e economia de recursos na troca do modal. O eixo de transporte vai ligar a capital até São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e Santo André.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Olha, se não houve a apresentação de algum aspecto técnico que justifique o cancelamento dessa linha (como até o momento não houve, em que pese o governo sempre dizer que ele foi o decisivo para esse cancelamento), vai ficar mais do que evidente que a mudança foi totalmente política e não técnica, pois justamente o custo das desapropriações era o alegado entrave (em que pese o governo gastar muito mais em outros percursos menores. Fora que nunca ficou comprovada essa dita economia total que o BRT iria gerar, pois sequer existe projeto para avaliar tal ponto.

  • O Governo do Estado de São Paulo não mostrou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo os estudos que mostram que o monotrilho é inviável. Uma falta de consideração com o Legislativo. A CPTM deveria fazer um ramal saindo da estação Tamanduateí fazendo o mesmo trajeto do monotrilho.

  • O ABC não é laboratório de modal de transportes, ou é algo consolidado ou não se construa, não somos cobaias. Vide a linha 15 e a misteriosa linha 17 que é caixa de Pandora.

    • E vc prefere o que? Se manter com um corredor de ônibus lixo que já é algo comprovadamente ruim e insuficiente pra demanda da região? Também não gosto de monotrilho, mas é bem melhor do que um BRT que vai ser invadido por taxis e motoristas de carro folgados, além de parar em cada farol vermelho que aparecer!

      • Concordo Gabriel. Qualquer coisa é melhor do que o corredor de ônibus que ficaria no lugar da linha 18, por todos os motivos que você apontou. Corredores de ônibus já se mostraram ineficientes ainda mais para aquela região, vide o que ocorre no Rio.

      • Concordo com vc Gabriel, além do mais, não devemos nos esquecer que um corredor de ônibus degrada o seu entorno, vide o que aconteceu com as Avenidas Celso Garcia e Santo Amaro, onde o entorno dessas avenidas está completamente degradado, o comércio dessas avenidas acabou, existem inúmeros imóveis abandonados! EM TEMPO, aqui neste portal mesmo é possível verificar que o projeto do monotrilho teve uma grande preocupação urbanística, para que não ocorresse com o entorno do monotrilho o que aconteceu com o minhocão, ou seja, a estrutura está bem alta de forma a criar um paisagismo sob a estrutura do equipamento e diminuir o impacto visual do monotrilho!

      • Só acrescentando: eu preferia mil vezes que fosse metrô convencional, o monotrilho tem muitas falhas! Mas, se é o que temos pra hoje, então deixa monotrilho mesmo. Transporte sobre trilhos, por pior que seja, costuma ser melhor do que rodoviário na maioria das vezes.

    • O ABC é laboratório de uma concessão lesiva ao interesse público.

      A concessão da Metra, primeira feita pelo estado, jamais atingiu qualquer índice de qualidade contratual (em 1996,quando o estado operava, a aprovação do corredor era de 91% e hoje mal alcança 75%), possui 26% de sua frota diesel com mais de dez anos (infringindo o contrato de concessão), infringiu o contrato de concessão ao criar o serviço clandestino Ubus (o contrato não permite fretamento ou qualquer outro serviço que concorra com a operação do corredor) e sua concessão encontra-se vencida desde 2017 (sendo prorrogada até uma nova concessão ser feita).

      Considerando isso, o estado deveria lançar uma nova concessão e proibir o consórcio Metra de participar do processo, dado que sua gestão sobre o corredor é, até o momento, lesiva ao interesse público.

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