Trem de Carga Trens Regionais

Vitória e Rio de Janeiro podem ser conectados por uma nova ferrovia

Um projeto que ganhou força na década passada, mas que não teve suas obras iniciadas, e que por outro lado está no radar do governo federal: é a Ferrovia Vitória-Rio (EF-118), uma ligação ferroviária longitudinal que ligará o município de Nova Iguaçu, na Região metropolitana do Rio de Janeiro, a Cariacica, situado na Região Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo.

A ferrovia se conectará com a malha concedida à MRS Logística, no município de Nova Iguaçu (RJ) e à Estada de Ferro Vitória-Minas, concedida à Vale, no município de Cariacica (ES). Interligará ainda os terminais portuários do Porto Central em Presidente Kennedy (Espírito Santo), o Porto do Açu e o Distrito Industrial de São João da Barra (situados no norte do estado do Rio de Janeiro), além do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí.

O projeto foi orçado em R$ 7,6 bilhões prevê a construção de 577 quilômetros de trilhos, com seis túneis, 171 viadutos rodoviários, 130 pontes ferroviárias, 117 passagens inferiores e 60 passagens de pedestres.

Inicialmente era previsto o transporte de cargas, mas em 2015, durante um audiência pública, foi falado que a via poderia no futuro poderia ser usado para o transporte de passageiros, o que seria necessário empregar cerca de 3% a mais do valor previsto para o orçamento da ferrovia. A gestão anterior do governo do Espirito Santo defendia o uso dos trilhos ao transporte de usuários.

Projeto consta na lista da atual gestão

Segundo uma reportagem da Folha de Vitória, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freita,  afirmou que a concessão à iniciativa privada do Porto de Vitória está adiantada e que o ramal ferroviário da EF-118 deve sair em breve.

O Espírito Santo também ganha na aviação regional. Tarcísio revelou que os aeroportos de Linhares e Cachoeiro de Itapemirim receberão investimentos para aumentarem sua capacidade e possibilitar a chegada de voos regionais.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Porque ao invés de construir uma nova estrada ele não aproveitam a malha antiga (linha tronco da EFL) retificando o traçado, rebitolando em bitola mista (1,60 e 1,00m) e eliminando passagem de níveis permitindo maior velocidade, gastaria menos e aproveitaria o imenso pátio ferroviário da antiga SR-8 em Campos que está atualmente as moscas e além de aproveitar tanto pra cargas e passageiros contemplaria parte do projeto de criar um ramal até o Porto do Açu e o ponto inicial do projeto da ferrovia Transoceânica.

    • O custo-benefício da retificação é inviável (é praticamente o custo de construção de uma ferrovia nova e com limitações de funcionamento que uma ferrovia nova nunca teria). Uma ferrovia nova teria maior capacidade, melhor geometria e menor custo de manutenção.

      Ferrovias devem ser feitas com o melhor projeto possível ou nem saírem do papel. Não dá para aceitar retificações meia bocas apenas para”economizar” uns tostões.

      • Infelizmente teve que chegar a esse ponto pois aqui no Brasil é mais fácil sucatear e jogar toda infraestrutura existente no lixo, pra tem reconstruir tudo do zero e pagar ainda mais. Resumindo: O povo continua sendo acomodado e pagando todo os desmandos dos seu “governantes”.

        • Guilherme, vc está correto, eu fiz vistoria nos estádios para copa das confederações, qdo questionei o motivo de haver tubuluções aparentes e que seriam embutidas para a copa do mundo ouvi do colega engenheiro: “como se ganha duas vezes?”, taí o motivo de sucatearem tudo…

        • A ferrovia já nasceu sucateada (com curvas estreitas, vias tortuosas, baixa capacidade de cargas, etc), como reaproveitar algo que nasceu limitado e incapaz de funcionar corretamente? A infraestrutura atual não serve para nada, reaproveitá-la significa fazer algo meia-boca.

          Ferrovia é uma obra que deve ser bem feita desde o início, do contrário se tornará inútil quanto pronta.

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