VLT

Os dois projetos mais recentes de VLT em São Paulo

Ao menos dois projetos ferroviários com trens leves foram apresentados para ser construídos na cidade de São Paulo. Nenhum deles tem previsão de obras. Confira o vídeo acima no canal do Via Trolebus no YouTube.

VLT ou BRT

A construção de um sistema de transporte na região central de São Paulo voltou a ser notícia. De acordo com uma reportagem do jornal “O Estado de São Paulo“, de dezembro de 2019, a capital pode ganhar um sistema VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) ou BRT (Bus Rapid Transit) no centro.

Trata-se de um projeto da Prefeitura que pretender criar corredores verdes em 113 quilômetros. A ideia é implementar ao menos um projeto-piloto – no Brás ou na Santa Ifigênia.

O novo plano pretende discutir incentivos para proprietários de bens tombados, e o novo plano urbanístico da Prefeitura para a região prevê a recuperação de dois marcos do período industrial: a garagem de bondes da Light e a centenária fábrica Orion, ambos no Brás. A garagem dos bondes hoje abriga uma viação de ônibus e no passado abrigada os trólebus da Transbaçal.

Ideia é interligar vias arborizadas com praças e parques de distritos como Sé, República, Brás e Bom Retiro. Segundo a Prefeitura, o custo estimado é de R$ 72 milhões, incluindo alargamento de calçadas, rebaixamento de guias e sinalização.

A proposta, que integra Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Setor Central, precisa de aprovação na Câmara Municipal.

VLP no centro

Notícia de 2017, onde a prefeitura de São Paulo em recebeu um projeto de VLP (Veículo Leve sobre Pneus) da Secovi-SP (sindicato das empresas do mercado imobiliário e condomínios no Estado de São Paulo) que teria um trajeto em linha circular de 12,8 km pelo centro da cidade.

Reportagem do portal de notícias UOL dizia que uma reunião teria sido realizada com o então prefeito João Doria junto com o arquiteto Jaime Leser, responsável pelo projeto.

A linha teria 2 sentidos. No sentido horário, teria 5,8 km de extensão e 18 paradas. No sentido anti-horário, seguiria por 7 km, com 20 paradas.

O VLP passaria pelos principais localidades do Centro como Praça da Republica, Largos do Arouche e Paissandu, Pinacoteca, Sala São Paulo e Theatro Municipal.

Custo elevado

O custo pode ser um grande impeditivo para a construção desses meios de transporte. Artigo no estadão “O Centro de São Paulo merece um VLT como o do Rio ou de Santos”, assinado por Mauro Calliari, trouxe um panorama sobre:

“Conversei com o Secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Fernando Chucre, sobre isso. Ele também valoriza o VLT como ideia, mas acredita que o custo possa vir a ser um impedimento. Segundo ele, o mais importante é substituir os ônibus poluentes do centro, até com ônibus elétricos, numa rota pré-estabelecida ao redor do centro – os VLP´s (Veículos Leves sobre Pneus), quem sabe até como parte da estrutura atual de ônibus da cidade.”

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Eu acho que poderiam elaborar um projeto de VLT onde hoje é o minhocão, já derrubam o elevado e põe fim nessa história. Ele é uma cicatriz no meio do centro de São Paulo. Em Seul, onde hoje existe aquele rio recuperado que fica no centro da cidade, antes ele era “enterrado” por um sistemas de viaduto semelhante ao minhocão. A solução para a recuperação da vida no local foi sua demolição e a recuperação do rio.

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