Foto: Sergio Mazzi
Monotrilho

Mesmo sendo “reavaliado”, Metrô segue com expansão do monotrilho da Linha 15-Prata

O Metrô de São Paulo segue com planos de expansão do monotrilho da Linha 15-Prata rumo a Cidade Tiradentes, mesmo com declarações de autoridades de que o meio de transporte e sua ampliação está sendo “reavaliada”, conforme declarações do secretário de transportes metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista a rádio CBN. O monotrilho completou 14 dias parados, depois de que parte de um pneu caiu sobre a Avenida Sapopemba.

A companhia assinou um contrato para levantar um laudo de avaliação dos imóveis que deverão ser desapropriados ao longo da avenida Ragueb Chohfi, segundo reportagem do site Metrô/CPTM.

Trata-se de um trecho de 3,5 km de extensão, após a parada Jardim Colonial, com duas estações: Boa Esperança e Jacu-Pêssego. Também será construído um pátio para os trens na região.

Obras até 2022

Em dezembro, o Secretário disse que em 2020 será iniciada a extensão do monotrilho da Linha 15-Prata até a estação Ipiranga, em conexão com a linha 10-Turquesa da CPTM. De acordo com o governador João Doria, até dezembro de 2022 as intervenções devem ser realizadas no segundo trecho entre as estações Jardim Colonial e Hospital Cidade Tiradentes.

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Investigação do MP

O Ministério Público de São Paulo anunciou a abertura de inquérito civil para investigar “possíveis irregularidades” no meio de transporte.

A ação foi do promotor Silvio Antonio Marques, alegando que o monotrilho vem acumulando “falhas e atrasos em série”, prejudicando e “colocando em risco os usuários da região Leste de São Paulo”.

“Desde a inauguração, a Linha 15-Prata, que ainda é a única que utiliza tal modelo na cidade de São Paulo, acumula atrasos e uma série de falhas, sendo que, diariamente os usuários enfrentam velocidade reduzida, troca de trens, grandes intervalos e superlotação. (…) As irregularidades ocorrem desde 2016, quando um trem deixou a plataforma com todas as portas abertas, colocando em risco a vida dos passageiros, já que os trens do monotrilho circulam a altura média de 15 metros, sobre pilastras”, afirmou Marques.

Outro ponto apresentando pelo MP é que a obra foi anunciada com investimentos de R$2,8 bilhões, mas o valor gasto até o momento atinge R$5,5 bilhões.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • Minha opinião esta baseada no seguinte: Era para custar 1/3 do metro convencional, transportando metade dos passageiros. Mentira, custou muito mais e o desempenho operacional é pifio. A Bombardier nunca tinha aplicado este projeto antes. Ou seja fomos cobaias ou patos? O corredor da linha 15, poderia ter um metro convencional com capacidade de metro, mas foi ocupado com o monotrilho. A empresa que fabricaria as composições da linha ouro faliu na Malasia. Na nova concorrencia para compra destas a Bombardier nem participou. Alguem tem alguma duvida de que é um projeto fracassado e só de investimento direto nos dois projetos estamos jogando uns R$ 10 bilhões no ralo. E todos os fracassados projetos das ultimas decadas, estes são definitivos.

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