Estação Aeroporto Guarulhos - Foto: Renato Lobo
CPTM

Projeto básico da Linha 13 da CPTM até Bonsucesso pode ser contratado este ano

A extensão da Linha 13-Jade da CPTM entre o Aeroporto de Guarulhos até o bairro de Bonsucesso poderá ser contratado este ano, de acordo com declarações do presidente da CPTM, Pedro Moro, em visita às obras da estação Mendes Vila Natal neste sábado, 11 de janeiro de 2020.

A extensão deve ganhar paradas como no bairro de São João, após a parada do aeroporto.

Metade dos passageiros não conhecem a Linha 13

Na ocasião, Moro disse que a pesquisa feita pela CPTM aponta que os próprios passageiros não conhecem a Linha 13, o que ajuda a explicar o baixo movimento da ligação ferroviária.

Atualmente a Linha 13 transporta em média 15 mil usuários por dia, contra os 120 mil projetados.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • O que precisam fazer urgente é “descer” essa linha ou até a região central ou senão até a Chácara Kablin, com alguns projetos já chegaram a cogitar. Já que o mota da vez é fazer uma obra sempre por meio de PPP ou concessão, poderia ocorrer a concessão da linha por um período condicionada a construção do trecho e posterior exploração. Seria uma medida um tanto quanto interessante para de fato atrair o interesse da iniciativa privada para a linha, além de tornar o trem até o Aeroporto viável para toda a região metropolitana.

    • Como esse trecho que você defende pode ser urgente se o pátio da Linha 13 ficará em São João (Guarulhos)?

      Sem pátio, a linha não opera. E o trecho até Bonsucesso, com 8 km, é o mais fácil e mais barato de ser construído, por ser em superfície. O custo estimado da expansão até Bonsucesso é de R$ 1,6 bilhão. Agora, para levantar esse dinheiro será preciso muito tempo (ainda mais com o Dória querendo não investir mais na construção de novas linhas)

      • Realmente você tem razão quanto a questão até mesmo da independência da linha, acerca do pátio. O ponto que me concentrei (e que não foi totalmente adequado) seria pensando na conexão do ramal com as demais linhas, de forma a torná-lo atrativo para a iniciativa privada. Hoje o governo tem que fazer campanha para ver se alguém pega o trem. Quando que qualquer linha minimamente planejada exigiria isso? Dificilmente.

        Então, indo ao encontro do que você disse, a concessão englobando esses dois trechos pode ser uma medida mais interessante para a atratividade do ramal em caso de concessão, assegurando um espaço de manutenção adequado das composições.

        • A Linha 13 foi planejada perfeitamente, tanto que a execução do primeiro trecho foi rápida. As obras da Linha 13 foram iniciadas em setembro de 2013 e a linha aberta em março de 2018.

          Os problemas da Linha 13 se deram na finalização da implantação em três frentes:

          – Frota- Os trens chineses foram contratados em dezembro de 2016. O contrato só foi assinado apenas em setembro de 2017 por culpa da CAF e Rotem que perderam a licitação e judicializaram o resultado. Esse atraso na assinatura fez com que a Linha 13 fosse inaugurada sem frota própria, pegando trens emprestados de outras linhas. Sem a frota própria, não tem como baixar intervalos.

          – Sinalização- a sinalização não foi concluída por conta de problemas técnicos e financeiros (queda de arrecadação de impostos); Sem a sinalização 100% operante, não tem como baixar intervalos.

          – Energia- a linha 13 passou muito tempo dividindo as instalações de energia com a linha 12 por conta de atrasos e problemas técnicos e financeiros (queda de arrecadação de impostos) no contrato de energia. Faz pouco tempo que a linha 13 começou a ter suas instalações de energia operacionais.

          Toda obra enfrenta problemas, alguns solucionáveis em pouco tempo, outros em mais tempo mas no fim ela alcança suas metas de projeto. A Linha 13 está passando pelos mesmos percalços das demais.

          Uma concessão da Linha 13 não será feita nessa gestão. Dória já afirmou que o tesouro paulista não financiará mais projetos. Sem o recurso do tesouro, nenhuma concessão é viável.

          Nas condições atuais da economia, legislação, política e gerenciamento de projetos nenhuma concessionária vai investir na construção de linhas sem que o governo aporte mais da metade dos recursos. São Paulo tem 23 km de obras de metrô contratadas para a década de 2020. Não vejo a contratação de muito mais obras por falta de recursos.

          Até o momento a iniciativa privada investiu pouco em obras. Na Linha 4, por exemplo, a concessionária só bancará 29% dos custos das obras. Nas linhas 5 e 17, quase zero (só uma adaptação na transferência de Santo Amaro). Esse negócio de concessão bancar obras até agora não fez muita diferença em São Paulo e sem o recurso do tesouro, a tendência é só concluir os 23 km já contratados (Linhas 2 e 17).

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